Faz-me um poema com a palavra tarde…” e assim fez.



Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca tardando-lhe o beijo morria.
Quando à boca da noite surgiste na tarde qual rosa tardia
Quando nós nos olhámos, tardámos no beijo que a boca pedia
e na tarde ficámos, unidos, ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia.


Ary dos Santos


Obrigada por não me deixares esquecer quem sou.
Sou e tu és também, e somos e seremos, sempre fiéis a nós próprias.
Obrigada Sara


"Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz."

Alberto Caeiro in Guardador de rebanhos
Do Amor (ou do Egocêntrismo)



"A concentração no outro – a obsessão com o outro – é o que faz com as relações fracassem. O que está o outro a fazer? O que está a dizer? A pensar? A esperar? A planear? Não interessa o que o outro está a ser, a fazer, a dizer, a pensar, a querer, a exigir. Só interessa aquilo que tu estás a ser em relação a isso. A pessoa mais amorosa é a egocêntrica (…) Se não conseguires amar-te a ti mesmo, não podes amar outra pessoa (…) "


Neil Donald Walsch
Comunicado


Não é desleixo, nem desamor, é uma imensidão de trabalho e decisões importantes , que me ocupam o tempo.
Quando menos esperava eis que a minha pessoa, que sempre desejou levar a vida com calma, “uma coisa de cada vez”, recebe uma proposta (quase) irrecusável de trabalho, para se juntar à equipe de uma clínica já existente com várias especialidades e com desejo de abrir um gabinete de Fisioterapia. Como podem imaginar, aliar a Faculdade a este projecto não é pêra doce e há coisas que, obrigatoriamente, ficam para segundo plano e, com muita pena minha o blog é uma delas. Não quero com isto dizer que o vou abandonar, não! Estou apenas a justificar a minha “ausência” e a escassez de notícias que vos tenho dado. Não sei quem por aqui passa, nem se passa realmente, mas achei por bem este comunicado e é com muito carinho que o faço.
O Apocalipse
Caso não consigam visualizar o video, acedam ao link acima
Dica


A Festa do Cinema Francês é um festival de longas metragens de origem francesa inéditas em Portugal. Este ano, na nona edição, a Festa decorre em 5 cidades do país (Lisboa, Porto, Coimbra, Faro e Almada).Serão projectadas 45 longas-metragens e uma grande diversidade de géneros, 36 das quais nunca foram estreados em Portuga


http://www.festadocinemafrances.com/l.

Depois de...


...até já Barcelona!
Filosofia dos relacionamentos (a versão pessimista).

No final de um relacionamento, há sempre “o que é deixado” e “o que deixa” (salvo as raras excepções em que a coisa se dá porque ambos estavam descontentes). Eu já estive nos dois papéis e tanto um como outro são difíceis de sustentar. A grande diferença é que o sofrimento de um (o que é deixado) começa quando acaba o do outro (o que deixa). A rejeição é dura e ninguém escapa de coração completamente ileso depois de uma rejeição. Doi, dói muito, durante muito tempo. E depois (ou simultaneamente) à dor, há o regressar á vida de solteiro, os velhos hábitos, os velhos amigos, uma euforia temporária e a velha solidão… Até que um belo dia, quando a solidão já não é encarada como solidão mas como “tempo para nós”, eis que surge alguém a desequilibrar novamente o sistema emocional que tanto tempo demorou a estabilizar. E o ciclo recomeça. Por esta altura, é comum os ex-files terem alguns comportamentos padrão ao saberem da boa nova dos respectivos. Alguns ficam genuinamente felizes e talvez até aliviados ao saber que a outra pessoa encontrou alguém. Outros há (geralmente, “os que deixaram”), não sei se por sentimento de pose, ciúme tardio, ego ferido ou simplesmente por acharem que a outra pessoa (o que foi deixado) nunca seria capaz de os “substituir”, tem atitudes inesperadas de alguém que não ficou muito contente. Mas os relacionamentos não são estanques e as situações nem sempre sucedem desta maneira, apesar de ser comum ver este ciclo vicioso repetir-se vezes e vezes…
O amor quer-se puro, livre de joguinhos e estratagemas mas parece que não sabemos viver sem eles por mais que digamos odiá-los...
Nunca te escrevi.


Nunca te escrevi, mas não penses que por desinteresse ou desamor. Nunca te escrevi porque o mundo das palavras é traiçoeiro e desta vez, eu quero que seja diferente. Quero que as palavras que existam entre nós sejam mais do que amontoados de letras todas juntinhas em frases bonitas e floreadas. Quero, gostava, que fossem a materialização dos sentimentos…verdadeiras como os sentimentos, nuas a cruas como as emoções. Não que a escrita negligencie a pureza das palavras e dos sentimentos por de trás das palavras, mas “o poeta é um fingidor”… e é fácil escrever-se mais do que se sente: a voz não treme, os olhos não brilham e o leitor entoa para si as palavras da forma que mais quer ouvir.
Mas tu és demasiado real para te perderes e me fazeres perder com superficialidades. Tens o cheiro das coisas idóneas, reais…cheiras a terra molhada depois da chuva…foste, és a minha enxurrada. E agora, de alma lavada te escrevo sobre o que já sabemos os dois, mas que ainda que supérfluas, as palavras têm o poder de eternizar desta forma bonita…

“Não há palavras mais verdadeiras do que aquelas que dizemos em silêncio…”
Não me reconheço.

Pensar que as decisões que tomamos hoje têm repercussões faraónicas amanhã, carrega-me os ombros de um peso que não me é agradável. Se não houvesse amanhã será que estaria a fazer o que faço? Se morresse agora, morreria feliz? E vezes há em que prefiro não pensar muito nisto por medo das respostas e quando isso acontece…não me reconheço.

"Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música.."


Aldous Huxley

I find your interest interesting.


Eu e a Paula costumávamos dizer, meio a sério meio a brincar, que nos orgulhavamos de ter como amigos os mais "iluminados". E os iluminados, eram nada mais do que pessoas normais, iguais a todas as outras mas com qualquer coisa, un je sais quoi que nunca soubemos definir mas que sempre identificámos muito bem passados alguns momentos de conversa com alguém.
Depois há os que se orgulham por "escolherem" para amigos os mais inteligentes. Não demorámos muito a perceber que tal critério era tão estúpido como escolher os mais bonitos. Demoramos menos tempo ainda a perceber que os amigos não se escolhem: acontecem. Há muita gente de quem gostamos minimamente mas com quem, por diversos factores (tempo, interesses, etc.), não conseguimos desenvolver uma relação consistente a que possa chamar amizade.
No meu caso em particular, penso que me interesso por pessoas cujos os seus interesses são interessantes, e quando conheço alguém, é esta a primeira motivação que me faz querer aprofundar o conhecimento em relação a essa pessoa.
Cada um tem os seus critérios, mas é indiscutível a existência de uma química incompreensivel (ou não) que nos faz dar melhor com umas pessoas do que com outras.
It´s good to be back home.