Seasons may change ...





É verdade que já sinto uma pontinha daquela depressão que se abate sobre nós quando às oito da noite já não é bem de dia ou quando se sente que ir para a praia já é um bocadinho estranho. Apesar disso, e de como já disse várias vezes, não gostar de criar expectativas, este ano encaro com alguma satisfação a chegada do Outono por vários motivos que se prendem com os (também ja tantas vezes mencionados) "contemplados do meu coração". A Paula, que me abandonou a meio do curso e a qual tomou por refúgio dos últimos 4 anos a cidade dos estudantes, resolveu finalmente voltar a Lisboa, à nossa Lisboa, das sete colinas, das tertúlias iterenantes e das estórias bizarras; a minha irmã, que aos poucos volta a ser uma presença mais frequente no meu quotidiano; a Sara, que continua igual a ela mesma e a partilhar novas e velhas paixões, o gosto pelas coisas pequenas, os detalhes e os nossos rituais; e por fim (mas não em último) o Miguel, cujo o destino se cruzou com o meu e desde então somos a melhor dupla de criminosos de que há memória, qual Bonnie and Clyde.

Antevejo um Outono tranquilo, o princípio de uma imensa sensação de paz , saber que é isto, deixar de esperar. Podem cair as folhas, ruir os céus que eu vou estar aqui, nalguma tarde a beber um chá ou a fazer incursões fotograficas, nalguma noite a jantar sushi e a beber um bom vinho tinto ao ritmo lento das conversas prazeirosas. A verdade é que os dias já estão mais curtos, e a brisa sopra mais forte mas eu tenho Verão cá dentro e tudo em mim é feito desse calor.