
"Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer."


E agora que os revejo percebo que tinham razão, percebo que na altura ainda não tinha vivido o suficiente para perceber certas coisas ou ter sido tocada por elas. E imagino que daqui por uns tempos, se calhar, muito provavelmente, serei capaz de os entender melhor ainda.
E com tudo isto concluo que estou a ficar velha e isso não é de todo bonito de se ver ;)
...pois é, parece que foi desta que o sol resolveu mostrar o ar da sua graça e trazer de vez o verão para os boletins metereológicos. E com o verão chegam também as férias e os dias que, em tempo de aulas e trabalho, eram passados num rodopio dão lugar a dias longos cheios de "nada para fazer" .
Mas a verdade é que não há férias que resistam à preguiça e ao súbito "dolce fari niente" tão característico da época balnear. Portanto, é aqui que eu entro para vos por a par de alguns eventos que poderão preencher os vossos serões e animar um bocadinho as vossas férias.
O cinema parece ter sido o feliz contemplado deste ano com festivais, ciclos e reposições por toda a parte:
Um Ano de Cinema - Uma semana para ver ou rever, no cinema Nimas, alguns dos melhores êxitos de 2006. De 5 a 11 de Julho.
Cinema na Esplanada - A cinemateca volta a presentearnos com as "Noites na Esplanada".Este ano, o tema é a praia e uma diversidade de filmes expõe esta atmosfera tão característica da estação estival. De 5 a 28 de Julho.
Drive-In - É de louvar esta iniciativa do Forum Montijo que, pelo segundo ano consecutivo, realiza no parque de estacionamento do Retail Park o drive-in com uma excelente programação . A entrada é livre e as sessões são diárias às 21h30, de 6 a 25 de Julho.
Festa do Cinema 2007 - O estádio do INATEL abre as portas para exibir o melhor cinema e aquecer ainda mais as longas noites de Verão. Num total de 13 filmes a ser exibidos de 28 de Julho a 11 de Agosto.
Exposições:
O Corpo Humano Como Nunca Viu - Continua em exibição, até dia 30 de setembro, esta exposição que reúne 17 corpos reais, preservados mediante uma técnica que consiste na desidratação dos tecidos, utilizando silicone. Nas nove salas que albergam a exposição é possível conhecer melhor a anatomia humana, nomeadamente os sistemas nervoso, respiratório, reprodutor e digestivo. Eu já lá estive e vale muito a pena mesmo para quem nunca teve nenhum contacto com a fisiologia ou anatomia do corpo humano.
Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea no CCB
No teatro:
Urgências 2007 - A realizar-se pela terceira vez no. O espectáculo é composto por peças curtas escritas por alguns dos mais notáveis jovens dramaturgos portugueses mas também com a participação de autores de outras áreas como o jornalismo, a música ou o guionismo. Cada um destes autores escreveu uma peça curta que responde à pergunta "o que é que tens de urgente para me dizer?". O conjunto dessas peças deu origem a um novo espectáculo. Directo, rápido, actual - estes são alguns dos adjectivos que se poderiam aplicar a este espectáculo que é, acima de tudo, urgente. De 5 a 29 de Julho.
Os Melhores sketches dos Monty Python - Os actores José Pedro Gomes, António Feio , Miguel guilherme, bruno Nogueira e Jorge Mourato prestam a devida homenagem aos génios que lhes ensinaram boa parte daquilo que sabem sobre comédia, sobre o lado bonito da vida e sobre a arte de evitar ser esmagado por um pé gigante vindo sabe-se lá de onde, numa sucessão imparável de sketches clássicos dos Monty Python, traduzidos e adaptados por Nuno Markl". A partir de 18 de Setembro de 2007 no casino Lisboa.[ Um miminho especial para ti que és fãs destes senhores ;)]
A não esquecer os festivais de verão e as festinhas por todas as praias deste nosso Portugal...
Para os que ainda não tiveram a sorte de entrar de férias resta-me desejar um bom trabalho, bons exames ou o que for... e esperar que ainda assim, consigam aproveitar algumas destas sugestões.
O mundo não tem de ser esse lugar hostil que conjecturamos nas nossas cabeças atestadas de medos e fobias. É “só” olhar para ele com o coração. Soa a cliché e a Paulo Coelho no seu “vai onde te leva o coração”. Leva tempo, demora a assimilar-se e a acreditar que a receita para a felicidade é um cliché e que as coordenadas precisas para o amor puro são a imperfeição, a compreensão e a humildade de dar sem esperar receber. Mas isto é tão verdade quanto quisermos que seja. E para mim é. Começou a sê-lo desde que eu quis, desde que do meu peito se exorcizaram (e exorcizam aos poucos) aquelas concepções hollywoodescas sobre a incompatibilidade da tríade amor/verdade/felicidade. Está nas nossas mãos, cabe-nos decidir se o caminho a seguir é uma estrada no sentido do crescimento enquanto seres cada vez melhores e mais felizes ou um atalho para a estagnação...
Obrigada meu querido, meu amigo, meu amor, por me “aturares” com tanto amor, carinho e por caminhares comigo para esse lugar “onde só chega quem não tem medo de naufragar”.
Ontem, ao jantar (cumprimentos ao senhor cozinheiro pelos maravilhosos bifes com molho tropical), falava-se de medos. Sou uma pessoa relativamente medrosa, tenho alguns, não diria medos, mas coisas que me assustam e fazem vibrar a minha estrutura molecular a uma frequência acima do normal.
No domínio do irracional, assusta-me a hipótese de ser enterrada viva. A minha madrinha contava-me que, na sua juventude, se falava muito de haver surpresas desagradáveis, quando se faziam as transladações dos corpos, nos cemitérios. A estória que contam do Carlos Paião e dos arranhões encontrados no caixão . Sei que é mórbido, mas desde essa altura fiquei com o pânico de que me pudesse acontecer o mesmo a mim. Por isso, quero ser cremada. Chamem-me louca paranóica! No entanto, a minha claustrofobia não se resume a este mito, que o Hitchcock tratou da melhor maneira num episódio lendário, em que um preso fazia um trato com um coveiro. Dificilmente me apanham numa gruta, e muito menos numa mina ou submarino, se é que me faço entender. Por outro lado, ando na boa de metro e os elevadores não me assustam. Incoerências.
Tenho medo de um dia olhar para o espelho e ver os meus olhos assim. Baços. Com aquela certeza de que é demasiado tarde para se concretizar aquilo que um dia se ousou sonhar.
Tenho medo de escadas sombrias e becos sem saída. Quando me encontro num destes dois locais, sinto logo "presenças", "respirações" e afins e dou comigo a imaginar uma cena de um filme de gangsters comigo a servir de vitima ou moeda de troca.
Tenho medo de não estar à altura. Do que todos esperam de mim. Do que eu espero de mim. Mas sobretudo, de me cegar na busca de reconhecimento alheio, deixando para trás tudo aquilo que EU quero para mim - e que é bem mais simples que aquilo que o Mundo e arredores espera de mim...
Et voilá..Tenho outros medos (ainda) mais sérios, mas esses são terrivelmente aborrecidos.... Agora passo-vos a batata quente e digam-me vocês os medos que vos atormentam.
" Submerso a seis metros de profundidade e localizado a 40 metros da praia. Uma ponte leva os convidados a um pavilhão de entrada que flutua ao nível do mar e abriga uma área de estar/cafeteria/cozinha. Descendo por uma escada em espiral para o salão principal de jantar, o visitante é convidado a entrar em um espaço pontuado com 62 janelas acrílicas que oferecem incríveis vistas submarinas ".
...já me estou a imaginar a pedir uma salada de frutos do mar qual pequena sereia no seu palacio submarino.
"Um dia a maioria de nos irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lagrimas, da angustia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo....
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas?"
Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto!
"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente......
Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um ultimo adeus de um amigo.
E, entre lagrima abracar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes
daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo.....
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
Fernando Pessoa