É nestas alturas que reflectimos sobre aquilo que nos propusemos a fazer durante o ano...Do que fiz e do que ficou por fazer resultou a minha Lista de desejos para este novo ano que aí vem.
"Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer."
Ano novo, vida nova, visual novo e sabe-se lá mais o que...a verdade é que já andava um pouco farta do antigo visual do blog. Espero que as modificações sejam do agrado de vossas excelências, o blog está mais simples mas mais leve como eu pretendia.
A propósito...
È com pena minha que vejo terminar alguns dos blogs que já faziam parte do meu roteiro bloguístico diário...Talvez também por isso tenha optado por mudar um pouco o visual, para não me cansar...confesso que algumas vezes o mesmo me passa pela cabeça, mas por enquanto a Cúmplice manter-se-á aqui, no cantinho de sempre, de olho em quem por aqui passa ;)
Hoje o post é curto, e sem muito mais para dizer aqui vos deixo com:
“Toda a Verdade” sobre as Eleições Americanas...
Agora estamos,
Agora somos,
O agora, o antes e o depois meras oscilações dos destinos, dos caminhos que tomamos. São imensas as direcções que deixamos por seguir em virtude de outras, “tantas quanto a saudade que se tem”... Gente que vai e que fica na alma como na pele deixando vestígios, alguns inapagáveis, outros nem tanto...
"Feitos de chão, de chuva e sonho
Fora do tempo
Despedaçado o que fica de nós
Nas batalhas sentidas cá dentro
Por isso é que eu sigo esse brilho de noite"
Minha Lisboa, em ti deixei memórias pelas ruas, sentimentos pelas avenidas , emoções que ficaram no teu passado como no meu numa saudade infinita que faz transbordar o rio ao qual pertences mais do que a mim...
Cidade mulher que a cada madrugada renasces mais bela e serena, tranquila e misteriosa só a ti entrego meus segredos e devaneios quando á noite me dou louca e enamorada, cúmplice dos desejos que guardo no peito e me prendem as amarras...
E ao deambular por ti ó Cidade, são tantos os sabores que te reconheço, relembras-me coisas boas, momentos que jamais apagaras das calçadas imensas vezes percorridas por nós amantes de alguém que ficou, que está e ade vir...
Mas és mais do que eu sei dizer, um abrigo, porto seguro do meu desencanto...como eu te Amo.
"No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frémito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!
A sombra entre a mentira e a verdade...
A núvem que arrastou o vento norte...
Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!
Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!
E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças... "
Florbela Espanca
Uma quase musicalidade parece inundar todas as coisas, todos os sorrisos e olhares (provável fruto da minha visão meio poetico-distorcida...ou então não). Pena esta atmosfera ser como um ecossistema temporário no qual se viv apenas uma vez por ano...Mas ainda assim, e talvez por essa mesma razão é tão especial esta época, muito também pela estreita relação que estabelece com a família. São boas as recordações que guardo dos meus Natais passados na Serra, ao calor da lareira, em amena cavaqueira com os meus primos esperando inquietamente pela chegada das doze badaladas...
Estamos a quase um mês do Natal e mal posso esperar por passear-me pela iluminada baixa pombalina de cartucho em punho observando as frias horas de inverno passar enquanto a noite desfila rio abaixo num fim de tarde precoce...
É o romance, para os românticos daqueles que fazem chorar (no meu caso baba e ranho) prima pela excelente banda sonora. Vejam se puderem*
im ready to go
im stading here outside your door
i hate to wake you up to say goodbye
but the dawn is breaking this early morn
the taxi is waiting
is blowing his horn
already im so lonesome i could die
so kiss me and smile for me
tell me that you wait for me
hold me like you never let me go
im leaving on a jet plane
dont know when i'll be back again
oh babe i hate to go
i hate to go
thers so many times i let you down
thers so many times i playd around
but now you know that they dont mean a thing
every place i go i think of you
every song i sing i sing for you
when i come back i'll wear your weding ring
Por vezes, quando os pensamentos ultrapassam a capacidade de os controlar, quando se desviam da minha linha de reflexão, sinto-me paralisar no tempo passado, numa dimensão que não me pertence nem faz parte do que agora entendo como presente...Tento caminhar em frente, fazer do tempo essa evolução linear que nos faz envelhecer, guardar memórias e fotografias, restos da vida que se acumula nas costas a cada novo instante sem darmos conta...mas a minha tendência, é a terrível da melancolia...Pior que um vicio, um veneno que infecta o pensamento, adormece a razão e contagia a percepção do mundo que existe para além do imenso universo da alma...Situada no limiar entre a saudade e a amargura que persiste nos corações, é preciso saber doma-la : ceder de vez em quando, mas nunca render a espirito à falta de intrepidez que lhe advém...
Será que existe uma aura em cada um de nós?...o facto é que algumas pessoas pareçem irradiar uma estranha luz que vem de dentro e nos envolve sem razão aparente...
Experimentem