Momento Kodak : Sherlock Holmes ?
"Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer."
"Teus pés me abrem o caminho..."
Era como quando dançávamos, tomavas-me em teus braços rodopiando, depois era quase impossível seguir-te, o sangue fervilha-me em todas as extremidades, alcoolizavas-me com o teu jeito docemente serio e sem reparares, meu corpo tomado de paixão, adquiria uma estranha aura dominadora que me abrangia os olhos direcionando-os para os teus numa perseguição louca que sempre acabava em suor, pele e saliva...
Take this Life, take it all in your hands...
Nas tuas mãos começa a noite
Escondida nos gestos
Cuidadosamente desfeitos...
Mãos doces que percorrem
minha pele inquieta,
Misturando-se numa dança
Enlouquecida como se
Em cada dedo a ternura e o desejo
Se completassem...
Nas tuas mãos termina o mar
Fundido nos traços ondulantes
Do destino que te cresce
Apaixonadamente nas nuas e
Desoladas palmas
Que sabem a minha boca,
a minha alma, ao amanhecer
do meu corpo em ti...
Nas tuas mãos o mundo pulsa devagar,
Cada fragmento de vida corre
lentamente, deliciosamente
no sal da tua pele onde
sucede a eternidade
Nas tuas mãos perdem-se as minhas,
Gastam-se a´ força de as apertarmos
Na leveza dos dias, no crepúsculo
Envelhecido do sol...
Nas nossas mãos claras de paixão
Brotam poemas, palavras imortalizadas
pela saudade sempre acesa
na delicadeza da chama que nos mantém...
A Cúmplice
Nas tuas mãos começa a noite
Escondida nos gestos
Cuidadosamente desfeitos...
Mãos doces que percorrem
minha pele inquieta,
Misturando-se numa dança
Enlouquecida como se
Em cada dedo a ternura e o desejo
Se completassem...
Nas tuas mãos termina o mar
Fundido nos traços ondulantes
Do destino que te cresce
Apaixonadamente nas nuas e
Desoladas palmas
Que sabem a minha boca,
a minha alma, ao amanhecer
do meu corpo em ti...
Nas tuas mãos o mundo pulsa devagar,
Cada fragmento de vida corre
lentamente, deliciosamente
no sal da tua pele onde
sucede a eternidade
Nas tuas mãos perdem-se as minhas,
Gastam-se a´ força de as apertarmos
Na leveza dos dias, no crepúsculo
Envelhecido do sol...
Nas nossas mãos claras de paixão
Brotam poemas, palavras imortalizadas
pela saudade sempre acesa
na delicadeza da chama que nos mantém...
A Cúmplice
Velha Infância
Deixada ao abandono, seguia triste, sozinha pela manha dolente...
Caminhava devagar com a sensação estranha de quem regressa deixando atras de si o rasto prateado do que foi e não volta a ser...
Debaixo dos pés, emergiam pequenos estalidos bem menores do que aqueles que na sua cabeça ecoavam distantes...eram os restos perdidos da estação passada que persistia : no chão, folhas caídas prontas a serem despedaças e pisadas ( e como ela adorava ouvir o som estridente da destruição ) e no horizonte vestígios insignificantes do lúgubre astro maior...
Nada a deixava mais nostálgica do que aquelas manhãs enfadonhas que lembravam outras passadas num tempo longínquo em que nada parecia estar em harmonia com nada...e ela, dispersa na sua fantasia habitual de criança perdida permanecia estática deixando-se invadir infantilmente pela névoa que lhe cobria os olhos entristecidos, inactivos nas orbitas. Seus olhos eram fortes (lembravam os dele), de uma concupiscência tal que, mesmo quando a tremura os atingia, brilhavam como luas novas suspensas no negro céu . Só ele calava o medo que eles encerravam sempre que o escuro chegava sem avisar...
Mas era o silencio de quando ele não estava que a rasgava em estilhaços tristes e a comia interiormente como se um vazio enorme se apodera-se daquele pequeno coração tão frágil...
um abraço Pai*
Caminhava devagar com a sensação estranha de quem regressa deixando atras de si o rasto prateado do que foi e não volta a ser...
Debaixo dos pés, emergiam pequenos estalidos bem menores do que aqueles que na sua cabeça ecoavam distantes...eram os restos perdidos da estação passada que persistia : no chão, folhas caídas prontas a serem despedaças e pisadas ( e como ela adorava ouvir o som estridente da destruição ) e no horizonte vestígios insignificantes do lúgubre astro maior...
Nada a deixava mais nostálgica do que aquelas manhãs enfadonhas que lembravam outras passadas num tempo longínquo em que nada parecia estar em harmonia com nada...e ela, dispersa na sua fantasia habitual de criança perdida permanecia estática deixando-se invadir infantilmente pela névoa que lhe cobria os olhos entristecidos, inactivos nas orbitas. Seus olhos eram fortes (lembravam os dele), de uma concupiscência tal que, mesmo quando a tremura os atingia, brilhavam como luas novas suspensas no negro céu . Só ele calava o medo que eles encerravam sempre que o escuro chegava sem avisar...
Mas era o silencio de quando ele não estava que a rasgava em estilhaços tristes e a comia interiormente como se um vazio enorme se apodera-se daquele pequeno coração tão frágil...
um abraço Pai*
Os teus olhos são um lugar estranho...
Dos teus olhos resplandecem mil palavras,
Versos mudos que calam meus sentidos,
Paralisam minha boca, ocultando-a no poema da tua,
Enchendo-a de uma substancia inacreditavelmente doce
Num misto de fluidos que nos encharcam a alma
E afogam o mundo...
E asfixiam o tempo...
Versos mudos que calam meus sentidos,
Paralisam minha boca, ocultando-a no poema da tua,
Enchendo-a de uma substancia inacreditavelmente doce
Num misto de fluidos que nos encharcam a alma
E afogam o mundo...
E asfixiam o tempo...
Barcelona...(o Regresso)
Finalmente visitei Barcelona. Era um objectivo já antigo, reforçado desde que tomei conhecimento da obra desse génio arquitectónico Antoni Gaudí e mais recentemente desde que vi a “Residência espanhola” do realizador Cédric Klapisch.
Foi uma visita “relâmpago” apenas de um dia, visto que se tratava de uma viagem de finalistas e infelizmente nem todos mostravam o mesmo interesse que eu em descobrir aquela maravilhosa cidade.
Apesar do cansaço de 7 dias...noites de plena agitação em Lloret de Mar, a vontade de conhecer Barcelona não se desvaneceu e lá nos aventuramos pela cidade a partir da Plaza de Espanã.
A primeira impressão foi sem duvida positiva: uma cidade arejada, repleta de contrastes naturalmente combinados com a arte e com a harmoniosa organização visível inclusive na forma como se dispõem as amplas avenidas. É fabulosa a maneira como esta cidade combina as diferentes marcas artísticas, exemplo disso é o facto dos prédios mais antigos convirem lado a lado com os mais belos exemplos de arquitectura modernista.
Inevitavelmente , são as obras de Gaudí e Miró que mais caracterizam Barcelona.
São fabulosas e originalíssimas as casas de Gaudí mas é a Sagrada Família que faz as delicias dos que por ali passam.
“Gaudi iniciou a construção desta imensa catedral em 1886, com apenas 31 anos; morreu em 1926, aos 74 anos, atropelado por um eléctrico; os últimos 16 anos da sua vida, passou-os “fechado” na Sagrada Família, onde aliás, está sepultado. Segundo o seu projecto, a igreja teria três fachadas, mas ele só conseguiu concluir uma delas; as obras
continuam, mas muito lentamente. A fachada de Gaudi, para além de nos fazer lembrar uma construção de areia, está cheia de simbolismos vários, desde as tartarugas que sustentam as colunas, até aos diversos animais representados na fachada, juntamente com as figuras religiosas (o presépio, por exemplo, para além das figuras de Cristo, Maria e José, tem a cabeça de uma vaca e de um burro, que emergem, surpreendentemente, da fachada).”
PS: Aos que por aqui passam...
desculpem a minha falta de tempo, mas tem-me sido impossível actualizar o blog. Neste momento a minha preocupação máxima são mesmo as ferias que são tão curtas e estão quase no fim...
Finalmente visitei Barcelona. Era um objectivo já antigo, reforçado desde que tomei conhecimento da obra desse génio arquitectónico Antoni Gaudí e mais recentemente desde que vi a “Residência espanhola” do realizador Cédric Klapisch.
Foi uma visita “relâmpago” apenas de um dia, visto que se tratava de uma viagem de finalistas e infelizmente nem todos mostravam o mesmo interesse que eu em descobrir aquela maravilhosa cidade.
Apesar do cansaço de 7 dias...noites de plena agitação em Lloret de Mar, a vontade de conhecer Barcelona não se desvaneceu e lá nos aventuramos pela cidade a partir da Plaza de Espanã.
A primeira impressão foi sem duvida positiva: uma cidade arejada, repleta de contrastes naturalmente combinados com a arte e com a harmoniosa organização visível inclusive na forma como se dispõem as amplas avenidas. É fabulosa a maneira como esta cidade combina as diferentes marcas artísticas, exemplo disso é o facto dos prédios mais antigos convirem lado a lado com os mais belos exemplos de arquitectura modernista.
Inevitavelmente , são as obras de Gaudí e Miró que mais caracterizam Barcelona.
São fabulosas e originalíssimas as casas de Gaudí mas é a Sagrada Família que faz as delicias dos que por ali passam.
continuam, mas muito lentamente. A fachada de Gaudi, para além de nos fazer lembrar uma construção de areia, está cheia de simbolismos vários, desde as tartarugas que sustentam as colunas, até aos diversos animais representados na fachada, juntamente com as figuras religiosas (o presépio, por exemplo, para além das figuras de Cristo, Maria e José, tem a cabeça de uma vaca e de um burro, que emergem, surpreendentemente, da fachada).”
PS: Aos que por aqui passam...
desculpem a minha falta de tempo, mas tem-me sido impossível actualizar o blog. Neste momento a minha preocupação máxima são mesmo as ferias que são tão curtas e estão quase no fim...
hum...
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...
Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois
Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa...
Amor e sexo_ Rita Lee
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...
Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois
Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa...
Amor e sexo_ Rita Lee
Fragilidade...
Pouco a pouco perco a entrepidez, sucumbo à falta de força e vontade de olhar.
Entrego-me ao desígnio...
Sozinha, encurralada entre quatro sufocantes paredes que me tiram os sentidos e arrancam o animo, aqui choro afastada do mundo para não molhar a terra com minhas lagrimas amarguradamente salgadas. São como o mar, avançam pela a praia trazendo a espuma dos dias em partes indefinidas do passado que persiste e desaparece apenas quando a maré vaza, acabando por regressar sempre que a lua se move no infinito arrastando com ela todo o universo.
Entrego-me à loucura...
Faço dos meus gestos meros movimentos inexpressivos, desesperadamente elaborados com a animosidade característica da solidão.
Grito em silencio para ninguém ouvir meus prantos ensandecidos, falo, digo tudo o que nunca diria se aqui não se estivesse fechada engolindo meus soluços ácidos. ..
Já não guardo rancor, nem ódio, nem raiva, apenas o vazio da indiferença e saudade, muita saudade de aguas passadas...essas a maré não traz mais, essas lá ficam desvanecidas na infusão do sal.
Entrego-me ao Medo...
Encolho-me amedrontada, abraço-me cravando os dedos enraivecidos em mim tentando extrair da pele a dor mas ela é forte, as vezes muito mais que eu...Tatuou-se a frio no meu corpo dilacerado que tranquiliza á noite com o som viciante da escuridão...
Entrego-me à incúria...
Olho para o chão despido como se nele fosse encontrar alguma coisa para alem da desarrumação de sonhos que se vão acumulando, acabando alguns por desvanecer no pó depositado pelo o tempo.
“Tão bom pudesse o tempo parar e encharcar-me de azul e de longe” mas ele foge. É uma criança turbulenta que corre a pés descalços sem nunca se cansar e só pára quando lhe viram o olhar...
Entrego-me ao desígnio...
Sozinha, encurralada entre quatro sufocantes paredes que me tiram os sentidos e arrancam o animo, aqui choro afastada do mundo para não molhar a terra com minhas lagrimas amarguradamente salgadas. São como o mar, avançam pela a praia trazendo a espuma dos dias em partes indefinidas do passado que persiste e desaparece apenas quando a maré vaza, acabando por regressar sempre que a lua se move no infinito arrastando com ela todo o universo.
Entrego-me à loucura...
Faço dos meus gestos meros movimentos inexpressivos, desesperadamente elaborados com a animosidade característica da solidão.
Grito em silencio para ninguém ouvir meus prantos ensandecidos, falo, digo tudo o que nunca diria se aqui não se estivesse fechada engolindo meus soluços ácidos. ..
Já não guardo rancor, nem ódio, nem raiva, apenas o vazio da indiferença e saudade, muita saudade de aguas passadas...essas a maré não traz mais, essas lá ficam desvanecidas na infusão do sal.
Entrego-me ao Medo...
Encolho-me amedrontada, abraço-me cravando os dedos enraivecidos em mim tentando extrair da pele a dor mas ela é forte, as vezes muito mais que eu...Tatuou-se a frio no meu corpo dilacerado que tranquiliza á noite com o som viciante da escuridão...
Entrego-me à incúria...
Olho para o chão despido como se nele fosse encontrar alguma coisa para alem da desarrumação de sonhos que se vão acumulando, acabando alguns por desvanecer no pó depositado pelo o tempo.
“Tão bom pudesse o tempo parar e encharcar-me de azul e de longe” mas ele foge. É uma criança turbulenta que corre a pés descalços sem nunca se cansar e só pára quando lhe viram o olhar...
Depois...
Sentei-me na orla da tarde espreitando a noite cair fria, distante sobre o manto de luz difusa que se dissipava no céu azul celeste.
No quarto, queimava o incenso lentamente cobrindo a atmosfera de um estranho odor, e na cama, enquanto velas derretiam a cera escarlate dos eremíticos dias de saudade, repousava cansado um corpo moreno embrulhado no solitário lençol encerrado em suor.
Observei de longe sua pele despida, como é bela a nudez...nada é mais forte do que a imagem de um corpo nu, desprotegido, frágil e simultaneamente repleto de uma força imensa .
Enquanto o olhava, sustinha na mão uma chávena de café que arrefecia esperando a amargura desvanecer ; na outra oscilava insegura uma caneta roída, sem tinta e gasta de tanta força , de tanta fúria das palavras que em mim fluem quando a paixão se dilui no desejo calando as bocas amordaçadas pela vontade contida.
As palavras são belas, grandiosas, magníficas é verdade mas, por vezes nenhum verso soa mais alto que o poema da alma em comunhão com a essência do Mundo. O silencio reina imponente sempre que os olhares dos amantes se cruzam no fulgor da paixão...
E aquele olhar, jamais o esquecerei, doce, tão doce como a ternura do seu toque.
E agora, que na cama só já repousa o triste lençol, não é a ausência do vulto bronze que torna vazio este espaço mas sim a sua omnipresença constante...
Sentei-me na orla da tarde espreitando a noite cair fria, distante sobre o manto de luz difusa que se dissipava no céu azul celeste.
No quarto, queimava o incenso lentamente cobrindo a atmosfera de um estranho odor, e na cama, enquanto velas derretiam a cera escarlate dos eremíticos dias de saudade, repousava cansado um corpo moreno embrulhado no solitário lençol encerrado em suor.
Observei de longe sua pele despida, como é bela a nudez...nada é mais forte do que a imagem de um corpo nu, desprotegido, frágil e simultaneamente repleto de uma força imensa .
Enquanto o olhava, sustinha na mão uma chávena de café que arrefecia esperando a amargura desvanecer ; na outra oscilava insegura uma caneta roída, sem tinta e gasta de tanta força , de tanta fúria das palavras que em mim fluem quando a paixão se dilui no desejo calando as bocas amordaçadas pela vontade contida.
As palavras são belas, grandiosas, magníficas é verdade mas, por vezes nenhum verso soa mais alto que o poema da alma em comunhão com a essência do Mundo. O silencio reina imponente sempre que os olhares dos amantes se cruzam no fulgor da paixão...
E aquele olhar, jamais o esquecerei, doce, tão doce como a ternura do seu toque.
E agora, que na cama só já repousa o triste lençol, não é a ausência do vulto bronze que torna vazio este espaço mas sim a sua omnipresença constante...
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