Sonhos cor de Laranja...




Esta fotografia foi tirada na minha viagem de finalistas a Lloret de Mar...ah saudades daquelas noites agitadas. Este foi dos poucos momentos em que consegui adormeçer e que prazer que me deu...
...A minha vida é um Outono de folhas caídas...

Take this Life, take it all in your hands...


Nas tuas mãos começa a noite
Escondida nos gestos
Cuidadosamente desfeitos...
Mãos doces que percorrem
minha pele inquieta,
Misturando-se numa dança
Enlouquecida como se
Em cada dedo a ternura e o desejo
Se completassem...

Nas tuas mãos termina o mar
Fundido nos traços ondulantes
Do destino que te cresce
Apaixonadamente nas nuas e
Desoladas palmas
Que sabem a minha boca,
a minha alma, ao amanhecer
do meu corpo em ti...


Nas tuas mãos o mundo pulsa devagar,
Cada fragmento de vida corre
lentamente, deliciosamente
no sal da tua pele onde
sucede a eternidade

Nas tuas mãos perdem-se as minhas,
Gastam-se a´ força de as apertarmos
Na leveza dos dias, no crepúsculo
Envelhecido do sol...

Nas nossas mãos claras de paixão
Brotam poemas, palavras imortalizadas
pela saudade sempre acesa
na delicadeza da chama que nos mantém...

A Cúmplice
Velha Infância

Deixada ao abandono, seguia triste, sozinha pela manha dolente...
Caminhava devagar com a sensação estranha de quem regressa deixando atras de si o rasto prateado do que foi e não volta a ser...
Debaixo dos pés, emergiam pequenos estalidos bem menores do que aqueles que na sua cabeça ecoavam distantes...eram os restos perdidos da estação passada que persistia : no chão, folhas caídas prontas a serem despedaças e pisadas ( e como ela adorava ouvir o som estridente da destruição ) e no horizonte vestígios insignificantes do lúgubre astro maior...
Nada a deixava mais nostálgica do que aquelas manhãs enfadonhas que lembravam outras passadas num tempo longínquo em que nada parecia estar em harmonia com nada...e ela, dispersa na sua fantasia habitual de criança perdida permanecia estática deixando-se invadir infantilmente pela névoa que lhe cobria os olhos entristecidos, inactivos nas orbitas. Seus olhos eram fortes (lembravam os dele), de uma concupiscência tal que, mesmo quando a tremura os atingia, brilhavam como luas novas suspensas no negro céu . Só ele calava o medo que eles encerravam sempre que o escuro chegava sem avisar...
Mas era o silencio de quando ele não estava que a rasgava em estilhaços tristes e a comia interiormente como se um vazio enorme se apodera-se daquele pequeno coração tão frágil...

um abraço Pai*
It´s all about SEX...








Os teus olhos são um lugar estranho...

Dos teus olhos resplandecem mil palavras,
Versos mudos que calam meus sentidos,
Paralisam minha boca, ocultando-a no poema da tua,
Enchendo-a de uma substancia inacreditavelmente doce
Num misto de fluidos que nos encharcam a alma

E afogam o mundo...

E asfixiam o tempo...
Barcelona...(o Regresso)

Finalmente visitei Barcelona. Era um objectivo já antigo, reforçado desde que tomei conhecimento da obra desse génio arquitectónico Antoni Gaudí e mais recentemente desde que vi a “Residência espanhola” do realizador Cédric Klapisch.
Foi uma visita “relâmpago” apenas de um dia, visto que se tratava de uma viagem de finalistas e infelizmente nem todos mostravam o mesmo interesse que eu em descobrir aquela maravilhosa cidade.
Apesar do cansaço de 7 dias...noites de plena agitação em Lloret de Mar, a vontade de conhecer Barcelona não se desvaneceu e lá nos aventuramos pela cidade a partir da Plaza de Espanã.
A primeira impressão foi sem duvida positiva: uma cidade arejada, repleta de contrastes naturalmente combinados com a arte e com a harmoniosa organização visível inclusive na forma como se dispõem as amplas avenidas. É fabulosa a maneira como esta cidade combina as diferentes marcas artísticas, exemplo disso é o facto dos prédios mais antigos convirem lado a lado com os mais belos exemplos de arquitectura modernista.
Inevitavelmente , são as obras de Gaudí e Miró que mais caracterizam Barcelona.
São fabulosas e originalíssimas as casas de Gaudí mas é a Sagrada Família que faz as delicias dos que por ali passam.

“Gaudi iniciou a construção desta imensa catedral em 1886, com apenas 31 anos; morreu em 1926, aos 74 anos, atropelado por um eléctrico; os últimos 16 anos da sua vida, passou-os “fechado” na Sagrada Família, onde aliás, está sepultado. Segundo o seu projecto, a igreja teria três fachadas, mas ele só conseguiu concluir uma delas; as obras
continuam, mas muito lentamente. A fachada de Gaudi, para além de nos fazer lembrar uma construção de areia, está cheia de simbolismos vários, desde as tartarugas que sustentam as colunas, até aos diversos animais representados na fachada, juntamente com as figuras religiosas (o presépio, por exemplo, para além das figuras de Cristo, Maria e José, tem a cabeça de uma vaca e de um burro, que emergem, surpreendentemente, da fachada).”


PS: Aos que por aqui passam...
desculpem a minha falta de tempo, mas tem-me sido impossível actualizar o blog. Neste momento a minha preocupação máxima são mesmo as ferias que são tão curtas e estão quase no fim...

hum...

Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte

Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema

Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...

Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois

Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa...

Amor e sexo_ Rita Lee
Fragilidade...

Pouco a pouco perco a entrepidez, sucumbo à falta de força e vontade de olhar.
Entrego-me ao desígnio...
Sozinha, encurralada entre quatro sufocantes paredes que me tiram os sentidos e arrancam o animo, aqui choro afastada do mundo para não molhar a terra com minhas lagrimas amarguradamente salgadas. São como o mar, avançam pela a praia trazendo a espuma dos dias em partes indefinidas do passado que persiste e desaparece apenas quando a maré vaza, acabando por regressar sempre que a lua se move no infinito arrastando com ela todo o universo.
Entrego-me à loucura...
Faço dos meus gestos meros movimentos inexpressivos, desesperadamente elaborados com a animosidade característica da solidão.
Grito em silencio para ninguém ouvir meus prantos ensandecidos, falo, digo tudo o que nunca diria se aqui não se estivesse fechada engolindo meus soluços ácidos. ..
Já não guardo rancor, nem ódio, nem raiva, apenas o vazio da indiferença e saudade, muita saudade de aguas passadas...essas a maré não traz mais, essas lá ficam desvanecidas na infusão do sal.
Entrego-me ao Medo...
Encolho-me amedrontada, abraço-me cravando os dedos enraivecidos em mim tentando extrair da pele a dor mas ela é forte, as vezes muito mais que eu...Tatuou-se a frio no meu corpo dilacerado que tranquiliza á noite com o som viciante da escuridão...
Entrego-me à incúria...
Olho para o chão despido como se nele fosse encontrar alguma coisa para alem da desarrumação de sonhos que se vão acumulando, acabando alguns por desvanecer no pó depositado pelo o tempo.
“Tão bom pudesse o tempo parar e encharcar-me de azul e de longe” mas ele foge. É uma criança turbulenta que corre a pés descalços sem nunca se cansar e só pára quando lhe viram o olhar...
Depois...



Sentei-me na orla da tarde espreitando a noite cair fria, distante sobre o manto de luz difusa que se dissipava no céu azul celeste.
No quarto, queimava o incenso lentamente cobrindo a atmosfera de um estranho odor, e na cama, enquanto velas derretiam a cera escarlate dos eremíticos dias de saudade, repousava cansado um corpo moreno embrulhado no solitário lençol encerrado em suor.
Observei de longe sua pele despida, como é bela a nudez...nada é mais forte do que a imagem de um corpo nu, desprotegido, frágil e simultaneamente repleto de uma força imensa .
Enquanto o olhava, sustinha na mão uma chávena de café que arrefecia esperando a amargura desvanecer ; na outra oscilava insegura uma caneta roída, sem tinta e gasta de tanta força , de tanta fúria das palavras que em mim fluem quando a paixão se dilui no desejo calando as bocas amordaçadas pela vontade contida.
As palavras são belas, grandiosas, magníficas é verdade mas, por vezes nenhum verso soa mais alto que o poema da alma em comunhão com a essência do Mundo. O silencio reina imponente sempre que os olhares dos amantes se cruzam no fulgor da paixão...
E aquele olhar, jamais o esquecerei, doce, tão doce como a ternura do seu toque.

E agora, que na cama só já repousa o triste lençol, não é a ausência do vulto bronze que torna vazio este espaço mas sim a sua omnipresença constante...
Conversa entre o Bush e a Condoleeza Rice:

(We take you now to the Oval Office.)


George: Condi! Nice to see you. What's happening?

Condi: Sir, I have the report here about the new leader of China.

George: Great. Lay it on me.

Condi: Hu is the new leader of China.

George: That's what I want to know.

Condi: That's what I'm telling you.

George: That's what I'm asking you. Who is the new leader of China?

Condi: Yes.

George: I mean the fellow's name.

Condi: Hu.

George: The guy in China.

Condi: Hu.

George: The new leader of China.

Condi: Hu.

George: The Chinaman!

Condi: Hu is leading China.

George: Now whaddya' asking me for?

Condi: I'm telling you Hu is leading China.

George: Well, I'm asking you. Who is leading China?

Condi: That's the man's name.

George: That's who's name?

Condi: Yes.

George: Will you or will you not tell me the name of the new leader
of China?

Condi: Yes, sir.

George: Yassir? Yassir Arafat is in China? I thought he was in the
Middle East.

Condi: That's correct.

George: Then who is in China?

Condi: Yes, sir.

George: Yassir is in China?

Condi: No, sir.

George: Then who is?

Condi: Yes, sir.

George: Yassir?

Condi: No, sir.

George: Look, Condi. I need to know the name of the new leader of
China. Get me the Secretary General of the U.N. on the phone.

Condi: Kofi?

George: No, thanks.

Condi: You want Kofi?

George: No.

Condi: You don't want Kofi.

George: No. But now that you mention it, I could use a glass of
milk. And then get me the U.N.

Condi: Yes, sir.

George: Not Yassir! The guy at the U.N.

Condi: Kofi?

George: Milk! Will you please make the call?

Condi: And call who?

George: Who is the guy at the U.N?

Condi: Hu is the guy in China.

George: Will you stay out of China?!

Condi: Yes, sir.

George: And stay out of the Middle East! Just get me the guy at
the U.N.

Condi: Kofi.

George: All right! With cream and two sugars. Now get on the phone,

(Condi picks up the phone.)

Condi: Rice, here.

George: Rice? Good idea. And a couple of egg rolls, too. Maybe we

should send some to the guy in China. And the Middle East. Can you
get Chinese food in the Middle East?








Solidão

Hoje deitei-me ao lado da minha solidão.
O seu corpo perfeito, linha a linha
derramava-se no meu, e eu sentia
nele o pulsar do meu próprio coração.

Eugénio de Andrade




















Libertação....

Inebrio-me pela noite.
Imerjo do imenso manifesto negro de luzes que, apagadas na baça claridade do dia ,se entranham à noite nos corpos dispostos à loucura...e faço-me musica .Deixo-me soar rio acima, enquanto a cidade anoitece numa aparente áurea mediana .
Secreta amante da noite, é ela , a cidade quem sempre esconde os fantasmas noctívagos da promíscua neblina e os engole a tragos largos pela madrugada, restando apenas nas avenidas o silencio estridente da liberdade. Liberdade sim...só a noite permite tal descompromiso. Na escuridão as mascaras caiem, os estranhos vultos dançam como quem se desobriga espantosamente da rotina à medida que o som aumenta nas cabeças ensurdecendo-os da realidade. É isso que procuram, a amnésia momentânea , o esquecimento consciente da vida diurna que logo retorna, quando letargicamente o mundo amanhece e a cidade acorda...
Entretanto...


Despida, esquecida no plano infinito do entardecer ,procuro a serenidade na luminosidade diáfana aconchegando-me ao crepúsculo e observando o declínio lento, ondulante do sol extinguir-se no reflexo dourado da parede do meu quarto...Caídas no chão, fotografias, palavras e fragmentos de memórias despropositadamente amortecidas pelo o tempo...
Desvio o olhar da confusão, perturba-me apesar de nela me refugiar quando o coração fraqueja...
Ah! que saudade do verão, das tardes calorentas e dos dias passados com amigos dos quais os sorrisos nunca se esquece...que saudades de ti...


Um beijo enorme para o Tiago que faz hoje anos =), Parabéns !! que este “carrossel “ te encha de coisas boas e que sigas sempre de “peito firme” ;) desafiando o mundo com esse brilho cativante no olhar*