...e com entrada gratuita, já não há desculpa para não pegarem num amigo, namorado, mãe, pai etc e passaram um serão agradável a assistir a qualquer uma destas peças, aparentemente todas bastante interessantes.
Bom serão e divirtam-se ;)
"Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer."
“O Lado selvagem acompanha então a história real de Chris e o seu objectivo de encontrar nos confins mais recônditos do Alasca toda a liberdade que o ser humano parece ter perdido nesta nossa grande rotina diária de sobrevivência e não de vivência.”
Qualquer filme baseado em histórias reais tem o poder de inquietar, nem que seja um bocadinho, as nossas emoções e há sempre um momento em que pensamos “epah, isto aconteceu mesmo!” (ainda que com os devidos floreados holywoodescos). O Into the wild não é excepção e apesar da crítica afirmar que lhe falta emoção, a certa altura do filme, dei comigo a sentir-me quase irmã do Chris e a torcer para que o inevitável fim não se concretizasse. Ao som de Eddie Vedder, fica a questão sobre o que verdadeiramente é a felicidade e os meios de a alcançar.
Não se comparam ao gira-discos ali do lobístico mas foram dados com muito carinho. E melhor do que qualquer um destes objectos (um tanto ou quanto supérfluos) , os meus preferidos, foram mesmo os momentos passados à lareira e os lanches inesperados com a mesa cheia de primos, tios e tias a celebrar a familia.