Última hora : dia Mundial do teatro

in "Público", 27/03708

...e com entrada gratuita, já não há desculpa para não pegarem num amigo, namorado, mãe, pai etc e passaram um serão agradável a assistir a qualquer uma destas peças, aparentemente todas bastante interessantes.

Bom serão e divirtam-se ;)

O amor, sempre o amor (ou a falta dele).


Fico admirado quando alguém, por acaso e quase sempre

sem motivo, me diz que não sabe o que é o amor.

eu sei exactamente o que é o amor.


O amor é saber que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer.

O amor é saber que vamos perdoar tudo a essa parte

de nós que não é nossa. o amor é sermos fracos.

o amor é ter medo e querer morrer.


José Luís Peixoto in «A Criança em Ruínas»
Coisas que eu não entendo…


- O fenómeno, frequentemente observado em transportes públicos, de pessoas que forram meticulosamente as capas dos livros. Será que estão a ler alguma coisa da Margarida Rebelo Pinto?;

- A necessidade quase fisiológica das betinhas e tias e etc´s em dar diminutivos (geralmente acabados em “oca” ) a tudo o mexe e que não mexe;

- Rapazes (minimamente) interessantes apaixonarem-se por raparigas (ou vice-versa) que pensam que o Tim Burton é um cantor de reggaeton

- O Johnny Depp não ter ganho o Óscar para melhor actor
;


To be continued...

“It always fascinated me how people go from loving you madly to nothing at all, nothing. It hurts so much. When I feel someone is going to leave me, I have a tendency to break up first before I get to hear the whole thing. Here it is. One more, one less. Another wasted love story. I really love this one. When I think that its over, that I'll never see him again like this... well yes, I'll bump into him, we'll meet our new boyfriend and girlfriend, act as if we had never been together, then we'll slowly think of each other less and less until we forget each other completely. Almost. Always the same for me. Break up, break down. Drunk up, fool around. Meet one guy, then another, fuck around. Forget the one and only. Then after a few months of total emptiness start again to look for true love, desperately look everywhere and after two years of loneliness meet a new love and swear it is the one, until that one is gone as well. "


"There's a moment in life where you can't recover any more from another break-up. And even if this person bugs you sixty percent of the time, well you still can’t live without him. And even if he wakes you up every day by sneezing right in your face, well you love his sneezes more than anyone else's kisses.”


JULIE DELPY (Marion)
Estupidamente.

Sou um tanto ou quanto extremista em relação a praticamente tudo. Ou adoro, ou odeio, não tenho meio termo. Quando adoro-o, faço-o de forma estupidamente incondicional e apesar dos pesares causados, faço um esforço por continuar a ser assim. Estupidamente, talvez.
Into to the wild
"Happiness is only real when it's shared"



“O Lado selvagem acompanha então a história real de Chris e o seu objectivo de encontrar nos confins mais recônditos do Alasca toda a liberdade que o ser humano parece ter perdido nesta nossa grande rotina diária de sobrevivência e não de vivência.”

Qualquer filme baseado em histórias reais tem o poder de inquietar, nem que seja um bocadinho, as nossas emoções e há sempre um momento em que pensamos “epah, isto aconteceu mesmo!” (ainda que com os devidos floreados holywoodescos). O Into the wild não é excepção e apesar da crítica afirmar que lhe falta emoção, a certa altura do filme, dei comigo a sentir-me quase irmã do Chris e a torcer para que o inevitável fim não se concretizasse. Ao som de Eddie Vedder, fica a questão sobre o que verdadeiramente é a felicidade e os meios de a alcançar.

Ponto de exclamação


"Esquecer uma mulher inteligente, custa um número
incalculável de mulheres estúpidas."

António Lobo Antunes
Martian Child

Vejam este filme

David: I don't want to bring another kid into this world. But how do you argue against loving one that's already here?
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Dennis: But then I started doing science and realized the Earth was spinning around the sun at 67,000 miles per hour and I thought "What the heck do I need to be a martian for?"
(inner) winter

O inverno, o pior dos invernos é dos corações estilhaçados nos temporais fora do tempo. É o inverno das chuvas ácidas sobre o chão da alma, já de si encharcado em lençóis de água de outras tempestades. Visto-me de cores berrantes. Ergo a armadura de cachecóis, luvas, galochas e represento. Finjo que gosto dele, finjo que é chuva esta água que me encharca a cara e que é frio esta sensação que me imobiliza o peito. Finjo tanto até me convencer que a chuva lava mais do que inunda o coração.
Os "préférés" deste natal


Não se comparam ao gira-discos ali do lobístico mas foram dados com muito carinho. E melhor do que qualquer um destes objectos (um tanto ou quanto supérfluos) , os meus preferidos, foram mesmo os momentos passados à lareira e os lanches inesperados com a mesa cheia de primos, tios e tias a celebrar a familia.

O tempo não sabe nada.

Devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.

os assuntos que julgávamos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

(...)

José Luis Peixoto; "Explicação da eternidade", in A casa a Escuridão
"2011 Parte II" ou "My own new year's Resolution"


21h, saio apressada do hospital, aceno um “adeus” ao segurança que me retribui com o mesmo sorriso de todas as noites. Saio apressada porque vou ter com ele, o carro espera-me no “sitio do costume”. Está a chover, sento-me no carro e encharco a baquet que carinhosamente apelido de “sala” e, antes que da minha boca saia alguma palavra, abraça-me como se não me visse há anos. Abraça-me com força, tanta força que do emaranhado de dois braços (que parecem mil) a envolver-me consigo dizer “Amor, falta-me o ar! ” “e tu faltas-me a mim…” diz desavergonhado com o sorriso habitual. É o meu moreno, cabelo castanho, despenteado, com o esboço de alguns caracóis a desafiarem-me os dedos a entrelaçarem-se neles. Temos os nossos rituais, os nossos lugares, somos no anonimato aquilo que muitos fingem ser publicamente com a diferença, que ambos sabemos que o romantismo é, como diz o Fernando pessoa “como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão.” Somos felizes porque somos livres, desprendidos há muito de expectativas que não sendo falsas, têm tanto de verdadeiro quanto o tempo tem. Não fazemos promessas nem juras de amor, mas quando nos perguntam “como vai ser amanhã?” respondemos quase em uníssono “não sabemos, mas gostamos muito de estar um com o outro” e é tudo quanto nos basta agora. Ele conhece-me melhor que ninguém e eu a ele. É diferente mas (tão) igual a mim, perspicaz, inteligente, interessado e sempre, sempre bem-disposto a desafiar o mundo com um sorriso infantil. É o meu companheiro de todos os crimes, de todas as horas. Compactua com os meus devaneios nocturnos e acrescenta sempre algum peru-menor importantíssimo. Somos a dupla quase perfeita de assassinos, de ladrões e juntos cometemos os delitos mais sórdidos, como: comer uma dúzia de pastéis de Belém de uma vez ou percorrer Lisboa inteira em busca do local ideal para fotografar numa tarde. Temos fases como a lua “Fases de andar escondida, fases de vir para a rua (…) Tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha ” mas o amor, ou o que quer que seja que nos faz gostar de estar um com o outro, é sempre mais forte e quando não for, é porque não tinha que ser… Somos meio-principes-meio-sapos, e de todas, esta é a nossa maior virtude. Aprendemos a viver disfarçados e, apesar de compreendermos todo o funcionamento deste ecossistema de sapos grandes, mantemo-nos fiéis a nós, à criação e àquilo que acreditamos ser, não o correcto ou o errado, mas o verdadeiro nos nossos corações.


Façam as vossas resoluções para o Ano que aí vem, esta pode ser "A minha resolução" ou apenas um devaneio.

Feliz Ano Novo queridos cúmplices ;)
Das tripas coração


O coração é um animal selvagem
e não há quem consiga domesticá-lo.
Os sonhadores


Today my heart swings diz:
Bom dia!
Today my heart swings diZ:
esses sonhos?
Miss diz:
não sonhei...
Miss diz:
sonho demasiado durante o dia, tiro as noites para descansar ;)
(...)
Today my heart swings diz:
os sonhadores? nunca viste? é um bom filme para ti
Miss diz:
ja me falas-te nele…
Today my heart swings diz:
É sobre 3 jovens que se conhecem por alturas do maio de 68 em paris, tds adoravam cinema e gostavam de fazer jogos, charadas ou mimica dos films
Miss diz:
uma conjugaçao gira, cinema, paris, charadas hummm…
~


Fica a sugestão para uma tarde de outono.