2+2

Escolhemos o caminho da felicidade. E caminhamos devagar, não temos pressa. A pressa é inimiga da perfeição e se ela existe não se procura, encontra-se com amor, pelo amor. E desse, temos de sobra nos nossos corações tão desejosos de o dar e partilhar um com o outro, com os outros que nos querem bem...e se isto não é felicidade não sei o que será.
O mundo não tem de ser esse lugar hostil que conjecturamos nas nossas cabeças atestadas de medos e fobias. É “só” olhar para ele com o coração. Soa a cliché e a Paulo Coelho no seu “vai onde te leva o coração”. Leva tempo, demora a assimilar-se e a acreditar que a receita para a felicidade é um cliché e que as coordenadas precisas para o amor puro são a imperfeição, a compreensão e a humildade de dar sem esperar receber. Mas isto é tão verdade quanto quisermos que seja. E para mim é. Começou a sê-lo desde que eu quis, desde que do meu peito se exorcizaram (e exorcizam aos poucos) aquelas concepções hollywoodescas sobre a incompatibilidade da tríade amor/verdade/felicidade. Está nas nossas mãos, cabe-nos decidir se o caminho a seguir é uma estrada no sentido do crescimento enquanto seres cada vez melhores e mais felizes ou um atalho para a estagnação...


Obrigada meu querido, meu amigo, meu amor, por me “aturares” com tanto amor, carinho e por caminhares comigo para esse lugar “onde só chega quem não tem medo de naufragar”.
Medos


O grito - Munch


Ontem, ao jantar (cumprimentos ao senhor cozinheiro pelos maravilhosos bifes com molho tropical), falava-se de medos. Sou uma pessoa relativamente medrosa, tenho alguns, não diria medos, mas coisas que me assustam e fazem vibrar a minha estrutura molecular a uma frequência acima do normal.
No domínio do irracional, assusta-me a hipótese de ser enterrada viva. A minha madrinha contava-me que, na sua juventude, se falava muito de haver surpresas desagradáveis, quando se faziam as transladações dos corpos, nos cemitérios. A estória que contam do Carlos Paião e dos arranhões encontrados no caixão . Sei que é mórbido, mas desde essa altura fiquei com o pânico de que me pudesse acontecer o mesmo a mim. Por isso, quero ser cremada. Chamem-me louca paranóica! No entanto, a minha claustrofobia não se resume a este mito, que o Hitchcock tratou da melhor maneira num episódio lendário, em que um preso fazia um trato com um coveiro. Dificilmente me apanham numa gruta, e muito menos numa mina ou submarino, se é que me faço entender. Por outro lado, ando na boa de metro e os elevadores não me assustam. Incoerências.
Tenho medo de um dia olhar para o espelho e ver os meus olhos assim. Baços. Com aquela certeza de que é demasiado tarde para se concretizar aquilo que um dia se ousou sonhar.
Tenho medo de escadas sombrias e becos sem saída. Quando me encontro num destes dois locais, sinto logo "presenças", "respirações" e afins e dou comigo a imaginar uma cena de um filme de gangsters comigo a servir de vitima ou moeda de troca.
Tenho medo de não estar à altura. Do que todos esperam de mim. Do que eu espero de mim. Mas sobretudo, de me cegar na busca de reconhecimento alheio, deixando para trás tudo aquilo que EU quero para mim - e que é bem mais simples que aquilo que o Mundo e arredores espera de mim...



Et voilá..Tenho outros medos (ainda) mais sérios, mas esses são terrivelmente aborrecidos.... Agora passo-vos a batata quente e digam-me vocês os medos que vos atormentam.



Hoje jantava aqui...




" Submerso a seis metros de profundidade e localizado a 40 metros da praia. Uma ponte leva os convidados a um pavilhão de entrada que flutua ao nível do mar e abriga uma área de estar/cafeteria/cozinha. Descendo por uma escada em espiral para o salão principal de jantar, o visitante é convidado a entrar em um espaço pontuado com 62 janelas acrílicas que oferecem incríveis vistas submarinas ".

...já me estou a imaginar a pedir uma salada de frutos do mar qual pequena sereia no seu palacio submarino.

Aos que vêm, aos que vão, aos que ficam...


"Um dia a maioria de nos irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lagrimas, da angustia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo....
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas?"
Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto!
"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente......
Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um ultimo adeus de um amigo.
E, entre lagrima abracar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes
daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo.....

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

Fernando Pessoa

"Saidas à la gang"


"Combinamos à “ultima da hora”, sempre à “ última da hora “, porque a ultima é a melhor hora para se combinar seja o que for, sem criar expectativas, sem pensar no que vem a seguir. Ir por ir, deixar o que tínhamos a fazer por fazer e seguir noite fora, Lisboa fora sem saber onde vai acabar a madrugada, onde vai começar o dia, e ter a certeza única de que a melhor companhia está do nosso lado e o melhor sitio para se estar, será onde estivermos..."


Encontrei uma série de rascunhos perdidos pelas catacumbas do meu computador que falavam de vocês minhas meninas, e escusado será dizer que passei a tarde de olhos lacrimejantes de saudade de nós...*

Long Distance Runner

Corro para ti todos os dias...e não há desporto que mais me encha de alegria do que a maratona que é contar-te o meu dia, ouvir-te falar do teu, estar contigo, dizer-te não-verbalmente, em linguagem gestual, corporal, que gosto de ti o tanto que eu nem sabia ser capaz de gostar.
Apontamento I

Podemos estar cercados por pessoas que nos adoram incondicionalmente, que o repetem e demonstram a toda a hora. Mas a nossa personalidade é moldada pelo desejo de agradar àquela pessoa que, não importa o que façamos, terá sempre uma crítica a apontar.
Mudam-se os tempos...

Quando era pequena costumava deixar pétalas de flores perdidas pelos livros. E não podia ser qualquer uma, eram todas diferentes, tão diferentes que hoje , ao folhear livros antigos, tenho um inventario da flora existente no nosso jardim daquele tempo. Não me lembro porque o fazia, mas tenho ideia que se não era por capricho era para as arrecadar nos meu diário que escondia a sete chaves atrás do canteiro dos amores perfeitos. Agora, na vez de pétalas de flores, colo post-it´s com citações que gosto na contracapa dos livros, na vez do diário e da caneta roida , sento-me ao computador abro o 'word' e vou deixando 'apontamentos' perdidos pelas catacumbas do meu computador...

Já não sei estar de férias.


Acordo tarde, a horas de lanchar e com despertador. O John Mayer toca no gira-discos improvisado enquanto tomo um banho demorado...
Estou aborrecida. Acho que sofro de uma espécie de depressão inicio de férias. De tanto ter que fazer em tempo de aulas acabo por ficar entediada com a inércia pós-exames. As miúdas vão para as suas casas, cada uma mais longe que a outra, a Sara está em Barcelona, o Ricardo em Londres e o Tiago na Holanda bem como o Joãozinho e o Mesi, os “emplastros” (sim, é mais um dos meus incompreensíveis termos carinhosos) que lá foram ter com ele e me deixaram cá , na Lisboa mediania, a desejar que voltem depressa para me salvarem do desterro que é estar de férias e não ter amigos por perto.
Demoro algum tempo a familiarizar-me com isto de “não ter nada que fazer” , e quando me começar a habituar já as aulas estarão a começar novamente e já o meu biorritmo se alterou o suficiente para me voltar a custar levantar às 7h da manhã e enfrentar a cidade do “peixe frite”. Seria bem melhor, se na vez destas interrupções parvas de três semanas, tivéssemos de mês a mês, uma semanita de descanso. Sempre atenuávamos o cansaço q.b. sem alterarmos o biorritmo, que por esta altura da vida se caracteriza por ser muito sensível a alterações horárias, habituando-se facilmente ao “dolce fare niente” , que é como quem diz, tornamo-nos uns preguiçosos de primeira! Mas enfim...

Apetecia-me sair de casa, pegar na Polaroid e tirar fotografias...mas chove lá fora e não tarda o semítico sol de Inverno desaparecerá tão depressa quanto apareceu...

Solitária companhia.

Dave Matthews Band em Portugal [25.05.07]


“Finalmente!”(seguido de um sorriso parvo) – Foi a minha reacção e concerteza a reacção de todos os que há tanto tempo esperavam por eles. Ainda que um bocadinho carotes, os bilhetes estão à venda desde dezembro e eu vou já comprar o meu!

Susaninha estamos lá ;)*

Aos que por aqui passaram, aos que passam,

Feliz 2007 !

No one miss 'summer' like i do.

O Verão, quero o verão. Uma toalha estendida na areia fina da praia e eu sobre ela, de olhos semicerrados pelo sol a brilhar intenso na minha direcção, na direcção da minha pele, da minha cabeça, a fazer esquecer os meus dilemas pessoais e impessoais, as obrigações, a minha solidão, o meu coração, o meu cansaço.
O verão, quero o verão. Um dia longo e tardes alaranjadas passadas à sombra fresca de um qualquer arbusto no jardim da despreocupação; noites musicais, festivais, uma mochila às costas e um comboio com destino (in)certo para longe do vazio que é não ter o que me prenda.
O verão, quero o verão. Uma maré tão cheia, capaz d'afogar preocupações, ressuscitar paixões na espuma imaculada dos dias longos, cada vez mais longos a desafiar a (meteoro)lógica frigida do Inverno.
O Verão, quero o verão. Fazer da noite dia, da manhã madrugada e da tarde alvorada num calendário arbitrário sem amanhã nem dia seguinte.
O amor, sempre o amor ou a falta dele.