Jazz is not dead, it just smell funny
Agenda Cultural : AA TRIGE AND FREE IMPROVISORS

Andres Velazquez, sax
Rafael Pozo, guitarra eléctrica
Miguel Benardo, clarinete
Julio Camarena, guitarra
Jesus Ramirez, tuba
Ernesto Rodrigues, violino

7 Janeiro, 19h30 (3 €)
TREM AZUL JAZZ STORE (Rua do Alecrim 21A, Lisboa)

8 de Janeiro, 22h30 (3 €)
LISBOA BAR (Rua da Trindade 7, Lisboa)

...para começar bem o novo ano ",

Afinal, até gosto dele...

Pouco a pouco, entranha-se na minha pele, nos meus ossos, como um hábito que custa a assimilar, mas uma vez enraizado não se quer ver partir - O inverno. Sabem bem estes dias solarengos em que até o frio parece dissipar-se quando passeamos de mãos dadas pelas avenidas, e nos jardins brincam netos e avós num eterno “domingo de passeio”. Mesmo quando o frio não desaparece , a vontade é de sair para rua, deitar na relva e ali ficar horas de expressão torcida em caretas e olhos quase fechados, encadeados pelos sol, a contar a imensidão de formas que as nuvens algodão doce adquirem sob o céu azul celeste deste Inverno encantado.
E a juntar ao, só por si já tão, mágico Inverno a minha adorada “azafama natalícia”. É um clássico aqui do sitio, todos os anos falo nela e cada vez me fascina mais. É intrínseca esta nostalgia que me invade o coração quando as primeiras luzes enfeitam as avenidas da minha cidade e brilham tímidas num tom “dourado crepúsculo tardio” por entre as cortinas de todas as casas...apetece entrar nelas, fazer parte daquelas sombras que se movem contentes em torno das arvores e partilhar a alegria do Natal em cada família.
Eu que, ao contrário do meu querido, fui novamente invadida pelo espirito natalício daquela maneira quase melodiosa que todos anos me arranca de casa para as ruas da baixa, chiado e bairro alto à procura das tão desejadas prendas. Não se sei gosto mais de recebe-las, se de procura-las. Gostava de dizer que me esforço com os presentes, que penso previamente em casa cada uma, mas é mentira, o meu ritual de compras natalícias é bem mais simples. Resume-se a entrar e sair de lojas que gosto, e à medida que o vou fazendo, vou “dando de caras” com este ou aquele objecto que tem a ver especialmente com esta ou aquela pessoa, e é um prazer fazer compras assim. Nada de muito dispendioso claro, mas isso não é impedimento.
Este ano demorei horas a acabar as compras de natal, não por estar indecisa (quer dizer, também) mas porque em cada loja o funcionário que nos atendia a mim e a Margarida, não sei se por ser natal, era mais simpático que o anterior: ora contavam a estorias sobre determinado artigo, ora referiam notas culturais sempre boas de se dar aquando da oferta de um presente, todo o tipo de conversas que nós fazem demorar com gosto numa loja e atrasam o que temos para fazer a seguir com um “Feliz Natal e Boas Festas”. E é nestas alturas, quando nos despedimos a correr de alguém e nos lembramos de dizer “ahh Feliz Natal e senão te vir até lá...Feliz Ano Novo” que toda esta quadra adquire o sentido que lhe é devido.
Falta dois dias para o Natal, e não vejo a hora de me sentir rodeada pela minha familia, e ver nos sorrisos de cada um a verdadeira razão do Natal.


...e com isto apetece desejar Feliz Natal a toda a gente: Feliz Natal à Margarida que me acompanhou na “saga das compras de natal”, à Sarinha que não nos pode acompanhar, Feliz Natal ao Tiaguinho, Feliz Natal ao Zé, meu querido...ao João, à Vania, ao Pré, à Odilia, ao João, ao Luís, ao Almeida, ao Branquinho, à Paula, à Covas, ao Diogo, ao “Manel”, ao Hugo, à “Fisga”, à Castro Verde, à Sarinha e ao Rafael de Aljustrel e a todos os outros que aqui não estão ,mas sabem que também é para eles o meu sincero desejo de um Feliz Natal “não foi esquecimento, espreitam dentro do meu coração”

Feliz Natal!
Temos corredor...


A minha escola é um corredor. Um meio corredor apertado com cacifos de ambos lados, professores no andar de cima e alunos no rés do chão, um autêntico “Corredor das excentricidades”. Foi assim que o apelidei há uns dias quando, encostada ao cacifo numero 71, esperava pela aula de estudos do movimento humano e observava o kiko e a Catarina numa pista de danças latinas improvisada, o Almada (centro geocósmico do mundo =Þ ) de volta do baixo, a Odilia às gargalhadas enquanto o Tiago, noutro ponto não muito longe dedilhava Oasis na guitarra que é de todos e não é de ninguém.
Convivemos dia apôs dias, há já quatro meses nem nós sabemos bem como, mas o facto é que apesar de aparentemente estranho (mas acolhedor) o “nosso” corredor faz de casa e família a muitos, principalmente os que vêm de longe e tentam encontrar ali o calor humano que a distancia arranca do peito sempre que partem no comboio que os traz de volta às praias do Sado. E são justamente de saudade as lagrimas que muitas vezes se derramam naquele corredor, lagrimas que depressa acabam em sorrisos frequentemente provocados pela magnifica voz do "Branquinho e seu tambor" . Os sotaques são outro factor de interesse no nosso corredor, norte sul este oeste, Portugal inteiro de uma ponta a outra, tudo no “nosso” corredor, uma torre de babel estreita e apertada. Já para não falar da facilidade com que se destinguem os alunos dos três cursos: os “fisio” em calções ou em posições estranhas de femur na mão, os “enf´s” de bata e sempre preocupados com o trabalho de P-lalala e finalmente os “TF´s” também muito conhecidos por “Turismo e férias”...que nunca os vemos.
Image Hosted by ImageShack.usFamosas são já também as surpresas que se preparam no corredor sempre que alguém faz anos...e desta vez a “vitima” fui eu. Com um bolo de chocolate (o meu preferido a seguir ao strawberry cheese cake) feito por eles , velas e meio corredor de alunos, professores e cacifos se fez uma festa improvisada com nunca tive nenhuma...
São infinitas as particularidades deste nosso corredor que tem tanto de estranho como de acolhedor, tanto de estreito como de imprevisível, um autêntico “corredor das excentricidades” ;)
Em cima do acontecimento...

É uma pena só ter descoberto hoje esta exposição de fotografia da autoria de Carlos Carvalho no Catacumbas Jazz Bar em Lisboa. E apesar de ser a última noite achei que esta mistura de jazz, blues e fotografia merecia ser divulgada. Por isso, se o Bairro Alto fizer parte dos vossos planos nocturnos para hoje aproveitem, visitem-na e contem-me como foi ;)
Não gosto do inverno.


Frio, chuva, vento...são o tipo de coisas que não dão jeito nenhum a quem, como eu anda fora de casa o dia todo: não gosto de acabar o dia ensopada em chuva salgada que me caiu em cima no curto espaço de tempo que demoro da estação dos comboios ao carro; não gosto de ter constantemente a ponta do nariz gelada (nomeadamente quando ele não está por perto para a aquecer) ; não gosto de olhar pela janela às seis da tarde e já não haver sol (quando o há durante o dia, porque às vezes nem isso)...
Gosto do Inverno em momentos, só as vezes quando uso gorro, luvas, cachecol e me passeio Chiado acima em busca do melhor “chocolate com croassaint” da Bernard (carinhosamente apelidado por mim e por elas) ; quando estou em casa enterrada no sofá da sala de pipocas em punho a ver o Before Sunset/sunrise, a Amelie etc pela milésima vez ou quando o pequeno almoço me é levado à cama: as melhores torradas, o melhor sumo de laranja espremido das unidas duas laranjas que haviam na cozinha enquanto o Jack toca na aparelhagem horas a fio e a televisão fala sozinha para uma multidão de 1000 velas e um cone de incenso...Se assim fosse ,todos os dias, o Inverno podia durar uma vida inteira...
Agenda Cultural :




Repararam na musiquinha nova? Oiçam, oiçam bem que daqui a uns mesinhos (dia 13 de Março) esta e outras musicas vão tocar ao vivo no Pavilhão Atlântico pela doce, doce voz deste senhor aqui ao lado, o meu querido Jack Johnson...e eu vou lá estar muah!
O Amor é...



"Amor é quando alguém te magoa, e tu, mesmo muito magoado, não gritas, porque sabes que isso fere os sentimentos da outra pessoa."
Mathew, 6 anos.


"Quando minha avó ficou com artrite, e deixou de poder dobrar-se para pintar as unhas dos pés, o meu avô passou a pintar as unhas dela, apesar de ele também ter muita artrite."
Rebecca, 8 anos.




"Amor é quando uma menina põe perfume e o menino põe loção pós-barba, depois saem juntos e se cheiram um ao outro."
Karl, 5 anos.


"Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, apesar de se conhecerem há muito tempo."
Tommy, 6 anos


"Quando alguém te ama, a forma de dizer o teu nome é diferente..."
Billy, 4 anos.


"Amor é quando tu sais para comer e ofereces as tuas batatinhas fritas sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela."
Chrissy, 6 anos.


"Amor é quando minha mãe faz café para o meu pai e toma um gole antes, para ter certeza que está ao gosto dele."
Danny, 6 anos.


"Quando contas a alguém alguma coisa feia sobre ti próprio, e ficas com medo que essa pessoa por causa disso deixe de gostar de ti, ai ficas mesmo surpreendido, quando descobres que não só te continuam a amar, como ainda te amam mais!"
Samantha, 7 anos.


"Amor é quando a nossa mãe vê o nosso pai chegar suado e mal cheiroso,e ainda diz que ele é mais bonito que o Robert Redford!"
Chris, 8 anos.


Respotas de um grupo de crianças de 4 a 9 anos, durante uma pesquisa feita por profissionais de educação e psicologia à pergunta "O que é o amor?"


Apesar de ter as minhas duvidas quanto á credibilidade deste mail (duvido que uma criança de 7 anos saiba quem é o Robert Redford, mas é possível) achei que estava giro e que eu não diria melhor (",)
Em movimento...


15 horas e 53 minutos, o comboio parte e a paisagem corre lá fora ritmada com o som metálico dos carris enferrujados: arvores, arvores, arvores, fios eléctricos, fios eléctricos, chaminés, fios eléctricos, arvores pouca terra, pouca terra, azul, azul, rio azul (não é o meu mas começo já a gostar dele)...Praias do Sado é a primeira paragem e a minha segunda casa. Há quase um mês que aqui estou, e dos meus (tão adorados) rituais já faz parte andar de comboio. Acordo cedo, e às vezes, muitas vezes o sol esconde-se ainda no horizonte quando me sento no andar de cima da penúltima carruagem. E se Setúbal é a minha segunda casa, o comboio é a terceira, mas não me custa, nada me custa quando me lembro que é para lá que vou....e todos os dias, quando me sento novamente com eles, os futuros fisioterapeutas (como eu) , enfermeiros, terapeutas da fala no andar de cima da penúltima carruagem de regresso a casa é mais o que partilhamos uns com os outros, é mais o que aprendemos, e cada vez aprendemos mais , e cada vez queremos aprender mais e mais, temos fome, sede de saber.
Mas desta vez o comboio é outro, não há ar condicionado nem música clássica e desconfio que nem chão, mas nada disso importa, vou ter com ele ,é tudo o que eu quero. Não o vejo há uns dias, nunca sei quantos (não gosto de contagens) mas sei que senão são muitos, são os suficientes para me enfiar no comboio fantasma que vai para o Barreiro e esquecer-me do resto do mundo à medida que as praias do Sado vão ficando para traz. A viagem é agradável (mas lenta), vou observando detalhadamente cada uma das pessoas que entram e saem da carruagem, um olhar quase clinico sobre a forma como se movimentam numa tentativa de aplicação da última aula de “estudos do movimento humano”. A janela é outro escape à ansiedade que tento enganar. Do lado de lá vejo uma paragem, acho que a penúltima, (já falta pouco). No chão, carris enferrujados por todo o lado e ao fundo, um velho vagão estacionado em jeito de fotografia a Sépia tirada há já muito tempo.
16 horas e 40 minutos, o comboio pára : É tarde de outono na marginal barreirense e primavera na minha pele...*.
"olhe, era o costume se faz favor"




Não é de hoje o meu gosto pela a agitação citadina bem, vocês sabem ;). E aliada à cidade vem toda uma panóplia de rituais que mesmo que se realizem noutros locais, é na cidade que adquirem a forma mágica à luz alaranjada dos candeeiros.
Há dias, falava com o Zé sobre “Rotinas & Rotinas”, dava um belo titulo de programa de televisão, não dava? sempre era mais interessante que o Esquadrão G, mas isso é outra estória ;) . Chegámos então à conclusão que se destinguem dois tipos de rotina: a “má”, que se prende á monotonia das coisas feitas por obrigação, e uma rotina “boa”, que aconchega e que inconscientemente deixamos entranhar nos nossos corpos, não pela periodicidade com que se repete mas por nos saber tão bem que nem damos por ela. É nesta categoria que insiro os Rituais:
Recordo com saudade as sessões terapêuticas de sábado às 5 no café ao virar da esquina. Eram tardes de confissões entre lágrimas, sorrisos, cafés e açúcar , o doce e o amargo, tudo à mesa do café do costume.
“O costume” é outro prazer cosmopolita. O bom cosmopolita tem um prazer especial em dizer “olhe , é o costume sff”. Há todo um sentimento de conforto aliado á expressão que é, de certo modo, um estatuto e como tal demora tempo a ser adquirido: muitos fins de tarde, de noite passados num qualquer bar num qualquer canto escondido da cidade... Já para não falar na forma como o cosmopolita, depois de um concerto de jazz ao vivo, ou de uma peça de teatro, entoa a frase “último ferri”, “último comboio” “último qualquer coisa” há algo de mágico na sonoridade que (novamente, e desculpem a repetição) aconchega quase tanto como o caldo verde quentinho e o pão com chouriço quando a madrugada já vai alta.
Não podia deixar de mencionar o cartucho de jornal, ou mais frequentemente, de páginas amarelas com castanhas lá dentro no outono, em plena baixa pombalina...
Estes e outros prazeres são exemplos de rituais cosmopolitas. Gosto da palavra ritual pela misticidade quase religiosidade que implica, e é desta forma que encaro os meus que tanta satisfação me dão.

A propósito, fiquem com esta música da Mafalda que ilustra um tanto ou quanto o que quero dizer:


"Esperei-te no fim de um dia cansado
À mesa do café de sempre
O fumo, o calor e o mesmo quadro
Na parede já azul poente
Alguém me sorri do balcão corrido
Alguém que me faz sentir
Que há lugares que são pequenos abrigos
Para onde podemos sempre fugir

Da tarde tão fria há gente que chega
E toma um café apressado
E há os que entram com o olhar perdido
À procura do futuro no avesso do passado

O tempo endurece qualquer armadura
E às vezes custa arrancar
Muralhas erguidas à volta do peito
Que não deixam partir nem deixam chegar

O escuro lá fora incendeia as estrelas
AS janelas, os olhares, as ruas
Cá dentro o calor conforta os sentidos
Num pequeno reflexo da lua

Enquanto espero percorro os sinais
Do que fomos que ainda resiste
As marcas deixadas na alma e na pele
Do que foi feliz e do que foi triste

Sabe bem voltar-te a ver
Sabe bem quando estás ao meu lado
Quando o tempo me esvazia
Sabe bem o teu abraço fechado

E tudo o que me dás quando és
Guarida junto à tempestade
Os rumos para caminhar
No lado quente da saudade "

Curiosidade:


Sabiam que os hipermercados não tem livro de reclamações?
(Diz um funcionário do jumbo do Almada forum)


Facto :

“ Sempre que sentir os seus direitos, enquanto consumidor, ameaçados, exija o livro de reclamações - a forma mais imediata e civilizada de resolver a situação.
É um meio simples e sem custos para denunciar um mau serviço, mas se lho recusarem, reclame para a entidade reguladora."
(Diz a DECO)


Especial atenção para a parte “a forma mais imediata e civilizada de resolver a situação”. Parece-me a mim que estes estabelecimentos são tudo menos civilizados na resolução de problemas que implicam (in)satisfação dos clientes, uma vez que para além de não existirem livros de reclamações, quando os há nem sempre as queixas tem projecção, e diz a DECO novamente “Apenas um senão: nenhum organismo fiscalizador de estabelecimentos obrigados a ter livro de reclamações nos quis facultar detalhes sobre o seguimento dado às queixas por si recebidas.” Resumindo, ou os clientes do Jumbo e outros que tal, estão 100% satisfeitos com os serviços (não me parece ser esse o caso, por experiência própria), ou então estamos perante um caso de violação dos direitos do consumidor .


Não se assustem, o blog não se transformou num site publicitário, apenas gosto e considero essencial a divulgação da cultura e do que de bom se vai fazendo por aqui, nessa área, já que poucos são os incentivos ao desenvolvimento do tecido cultural português . E tão grave, ou mais, é a insensibilidade artística de que sofre uma boa parte da massa portuguesa, e nesta situação não consigo compreender a relação causa-efeito : se é a falta de incentivos que leva à insensibilidade por parte da população se o contrário, talvez sejam os dois e a bola de neve vai constantemente aumentando de diâmetro...Seja como for, com ou sem apoio por parte do governo, continua a haver vida para lá do orçamento ;) e continuam-se a fazer muito boas coisas.
Muito boa foi também a peça de teatro que assisti ontem no Auditório Carlos Paredes em Benfica. “Sax” é o nome e a temática gira em torno da vida amorosa de 6 casais em “diferentes fases de relacionamento, que se cruzam ao longo da trama” e mais não digo. Peguem nas vossas namoradas(os), amigas(os), ajhfsfgdbhf(os) em quem quiserem, e desfrutem da 5ª Arte num serão agradável.

Sugestão: A noite é uma criança, não a deixem morrer por ali, e quanto a isso a imaginação que vos sirva de conselheira ;)
*suspiro*

Noah: The best love is the kind that awakens the soul and makes us reach for more, that plants a fire in our hearts and brings peace to our minds (...)
I am nothing special; just a common man with common thoughts, and I've led a common life. There are no monuments dedicated to me and my name will soon be forgotten. But in one respect I have succeeded as gloriously as anyone who's ever lived: I've loved another with all my heart and soul; and to me, this has always been enough.

in Notebook- Nicholas Sparks
(vejam o filme)
Chuvinha...


Sabe bem voltar a senti-la cair lá fora enquanto cá dentro um filme passa e os amigos se amontoam nos sofás, no chão, se aninham às pernas, braços uns dos outros à procura de conforto que nunca dura muito tempo pois a agitação não pára, e prestar atenção ao filme entre pipocas, rebuçados, coca-cola e piadas é tarefa difícil. Mas sabe bem, sabe sempre bem e mais difícil ainda que ver o filme é ir embora e por isso sessões como esta duram tardes, noites inteiras...
Chuvinha, sabe bem vê-la cair daqui, e recordar-me do tudo de bom que ela evoca: o cheiro a terra molhada, aquela tarde na praia, o chá entre amigas...Eu que pensava odia-la, afinal não só gosto como sentia já a sua falta. E hoje, ao acordar, foi imediato o sorriso que esbocei inconsciente no meu rosto quando à janela vi cair gotas frescas que se aderiam em fila ao cordão do estendal antes de caírem gordas no chão, nas poças enlameadas, mesmo a apetecer chapinhar em cima delas com galochas, chapéu de chuva às bolinhas e gabardina a condizer...


...Sê bem vinda!
Apurar os sentidos é preciso :


Visão
Big Fish do realizador Tim Burton

Audição
Feist – Let it die

Paladar
Paladar Zen, restaurante vegetariano em Lisboa, ainda não fui mas a critica é simpática

Tacto

Os cremes e os géis de banho da Dosha, são um mimo à pele

Olfacto

Banho de espuma Maçã e Canela da Body Shop, maravilhoso...;)