*suspiro*

Noah: The best love is the kind that awakens the soul and makes us reach for more, that plants a fire in our hearts and brings peace to our minds (...)
I am nothing special; just a common man with common thoughts, and I've led a common life. There are no monuments dedicated to me and my name will soon be forgotten. But in one respect I have succeeded as gloriously as anyone who's ever lived: I've loved another with all my heart and soul; and to me, this has always been enough.

in Notebook- Nicholas Sparks
(vejam o filme)
Chuvinha...


Sabe bem voltar a senti-la cair lá fora enquanto cá dentro um filme passa e os amigos se amontoam nos sofás, no chão, se aninham às pernas, braços uns dos outros à procura de conforto que nunca dura muito tempo pois a agitação não pára, e prestar atenção ao filme entre pipocas, rebuçados, coca-cola e piadas é tarefa difícil. Mas sabe bem, sabe sempre bem e mais difícil ainda que ver o filme é ir embora e por isso sessões como esta duram tardes, noites inteiras...
Chuvinha, sabe bem vê-la cair daqui, e recordar-me do tudo de bom que ela evoca: o cheiro a terra molhada, aquela tarde na praia, o chá entre amigas...Eu que pensava odia-la, afinal não só gosto como sentia já a sua falta. E hoje, ao acordar, foi imediato o sorriso que esbocei inconsciente no meu rosto quando à janela vi cair gotas frescas que se aderiam em fila ao cordão do estendal antes de caírem gordas no chão, nas poças enlameadas, mesmo a apetecer chapinhar em cima delas com galochas, chapéu de chuva às bolinhas e gabardina a condizer...


...Sê bem vinda!
Apurar os sentidos é preciso :


Visão
Big Fish do realizador Tim Burton

Audição
Feist – Let it die

Paladar
Paladar Zen, restaurante vegetariano em Lisboa, ainda não fui mas a critica é simpática

Tacto

Os cremes e os géis de banho da Dosha, são um mimo à pele

Olfacto

Banho de espuma Maçã e Canela da Body Shop, maravilhoso...;)
Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar pra mim, escutar quem sou... Isso ao menos tudo fosse igual a ti...
Eu sei o que é sentir o teu amor, eu sei o que é sentir...e é tão fácil de entender

É o amor .




Adaptado : the Gift- Fácil de Entender
Lisboa outra e outra vez


Sentada, de pés descalços sobre o banco do carro onde há uma hora e meia viajo ansiosa pela chegada, perco-me na paisagem que incessantemente corre lá fora sobre o tapete de alcatrão cinzento. É bom estar de volta e ver ao longe as luzes da minha cidade. Tinha saudades Dela, de a ver assim, bela adormecida sobre o rio, de vestido escuro noite estrelada e cigarrilha a esfumaçar-se em nevoeiro por entre as 7 colinas...
E os ferris ! daqui não os vejo, mas imagino-os ligeiros sobre as águas que a madrugada acalma. Também tenho saudades deles, do último que parte do cais a flutuar sobre a noite com a brisa a arrepiar a alma e a pele de quem nele viaja apaixonado...Daqui não vejo os ferris, mas vejo a Ponte brilhar cintilante, qual constelação estendida entre margens...É impossível não gostar Dela, mas eu sou suspeita, vejo-a para além da cidade: vejo os passos nas calçadas, os livros nas livrarias, o vinil em segunda mão tocar embriagado num gira-discos à janela, o cheiro do chá que ficou por beber naquela noite, e oiço os trovadores pelas ruas, a cantar canções que poucos entendem , é pra eles que as cantam em banda sonora boémia de uma curta metragem, tão curta quanto a noite que passa a correr até o ultimo ferri chegar outra vez...Na minha cidade tudo é luz, magia e paixão e tudo me lembra de ti !


24/08/05- Escrito em viagem
Eu já volto...

Pois é, depois do Sudoeste, Montargil...vou-me ausentar novamente desta vez para a minha amável casinha de campo perto da barragem de Montargil. Uma vez mais a mala está feita à porta de casa à minha espera, à espera que pegue nela e a leve comigo para a voltar a encher de recordações...Não me vou alongar mais, tenho a Mãe aos berros “Andreia Sofia despacha-te”, só queria deixar-vos noticias de para onde vai a Cúmplice para que não pensassem que vos abandonei. Na minha ausência, vejam se me surpreendem...o blog está à disposição ;)

PS (mais de agenda cultural): Entretanto aproveitem os concertos do centro comercial Vasco da Gama que tem um cartaz interessante.
Ontem foi Mario Laginha e foste, perdão, foi maravilhoso...
Estar de volta...


Olho para o chão e a mochila ainda lá está intacta. Como eu, até ela parece ter um aspecto cansado: por fora repleta de pó e ervas da Herdade da Casa Branca; por dentro, a carregar quatro dias de recordações que me vão ficar para sempre marcadas na “alma e na pele”. Como uma despedida, desfazer a mochila deixa-me nostálgica, encontrar por lá espalhados vestígios do que foram estes últimos dias e ter de os arrumar na memória; encontrar vestígios de ti por entre a areia fina da praia “do costume” onde nos espojamos todas as tardes de olhos fechados a receber do sol a energia que a noite nos roubava e até a escova de dentes que usavas para esfregar o sorriso que eu tanto adoro...deixam-me imediatamente com saudades.
Esta noite dormi como há muito não o fazia, confortavelmente aninhada à almofada que a custo tento imaginar que és tu...mas ela não tem mãos que eu possa agarrar contra o meu peito, nem me fala ao ouvido com um timbre que me embriaga e embala enquanto adormeço. Dormi como há muito não o fazia mas acordei exactamente à hora que na Herdade da Casa Branca já se tornara habitual: quando o sol começava a aquecer e nas tendas o calor era suficiente para nos arrancar dos sacos cama, para me arrancar de ao pé de ti e para acordar o “porco ressonador” do acampamento vizinho que se silenciava com o amanhecer e os “índios” (parecia o circo do futuro mas sem cabras da Malásia -private joke) que voltavam a gritar em sinal de alvorada. Foi uma rotina que rapidamente se entranhou nos nossos corpos que resistência nenhuma lhe fizeram, a não ser aquando do banho gelado... Entranhou-se de tal maneira que agora, ao sentar-me na cadeira do computador, que há dias parecia ter a minha forma, estranho, bem como a todos esses luxos citadinos dos quais enquanto lá estive nem falta senti...mas quem precisa de televisão quando se tem o “lusco-fusco” =Þ ,quem precisa de rádio quando a musica circula pelo ar em concertos simultâneos , quem precisa de computador quando a companhia é a ideal?...
Agenda Cultural :


Meus queridos, se numa destas noites de verão não tiverem que fazer, aproveitem os concertos que o Casino Estoril oferece no palco Du Arte Garden que se realizam até fins de setembro. Rui Veloso e Pedro Abrunhosa já foram, este ultimo pude ver e foi óptimo ;), mas ainda vão actuar a Mafalda Veiga, Jorge Palma, the Gift entre outros.

Mais informações Aqui


A cúmplice a tornar menos aborrecidos os vossos serões “,
Há coisas que nunca mudam...


Entro pela porta do restaurante, atrasada o suficiente para ninguém sequer prever o momento da minha chegada (sempre gostei de entradas triunfais), e por momentos paro antes de ser vista e olho-os a todos ao longe: estão mais velhos (assim como eu devo estar) , afinal passou-se um ano e alguns meses desde a ultima vez que os vi...o Luís quase sem cabelo, a Mónica toda embonecada, a Covas que, pelas minhas contas, deve ir na milésima cor e corte de cabelo, os professores...também tinha saudades deles. Até que alguém me vê e grita - “Andreia!” - pelo que disparo em câmara lenta na direcção do emaranhado de braços que se estendem na minha direcção. É a minha turma, a única que tive, que foi família e guarida vezes sem conta, e continua a ser...Esta é a minha visão meio poética das coisas, porque nem sempre foi assim, momentos maus também houveram mas, não são os bons que fazem a diferença? E esses foram realmente memoráveis. Recordo-os com saudade, desde a Paris que visitamos incrédulos, aos intervalos musicais tocados pelo Tiago e pelo Almeida...
Passada a emoção inicial, típica dos reencontros, saltito de cadeira em cadeira, faço questão de um tratamento personalizado, dou um beijinho a cada um porque gosto que sintam a genuinidade no meu olhar e no meu “Está tudo bem contigo”. Estou em casa! É assim que me sinto e há coisas que nunca mudam: o abraço do Luís sim, não mudou nem um bocadinho, estás mais alto só isso, e o queixo que punhas sobre a minha cabeça já fica uns centímetros acima do que era habitual; o Tiago, tinha saudades da tua voz vê lá, e nem te ouvi cantar desta vez, mas vi o teu sorriso e continua radiante como sempre; a professora Margarida e a professora Fernanda, tão adoráveis, “As minhas queridas professoras” nunca eide ser capaz de deixar de as tratar assim; a Carina, como eu gosto de ti miúda, eu sei que sabes disso e também continuas igual, tímida mas com uma energia interior inexplicável (estás-me a dever uma saída) e...peço desculpa por não vos enumerar a todos seria uma bíblia de lamechices e tenho a certeza que sabem o que significam para mim.
Fica a saudade, porque ela é eterna, bem como são os momentos que passamos juntos.

Com muita amizade*
Nem de propósito...


Meu Amor...


...dizes-me assim devagar, baixinho ao ouvido enquanto deliciosamente enrolas a língua e deslizas por mim a fora numa ansiedade infantil que o teu olhar não esconde, não a mim que te conheço desde sempre, desde o meu sonho, esse em que te sonhei perfeito, completo, igual ao que és, ao que eu sou, lembras-te? Eu sei que sim, também sonhavas comigo, e oferecias-me “Beijos” em forma de dedal, e comíamos gelado ao lanche, ao pequeno almoço e ficávamos horas a dizer o tudo e o nada que só nós compreendemos. Eu sonhava com o teu sorriso, sonhava que era do tamanho da lua e nunca pensei que fosse tão grande...Agora, brilhante astronauta que me tornei, trepo por ti acima com uma facilidade a desafiar a gravidade, a desafiar os teus braços enquanto me “acerco a ti” e te envolvo entre as minhas pernas com a pouca força que me resta...

"Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
...acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos."

Rodrigo leão-Pasion

Another tip for the future :


"Understand that friends come and go, but with the precious few you should hold on. "
Baz Luhrman- Sunscreen


Tenho bons amigos, a maior parte distantes no tempo e no espaço, e é engraçado como mesmo assim o sentimento se mantém, bem como a certeza de que entre nós, há qualquer coisa genuína que faz com que cumplicidade nunca se perca pela distancia, mesmo passados dias, meses, anos...
Lembro-me de, na escola primária, escrever uma composição sobre “O que é ser amigo?” que entre outras coisas dizia:

Ser amigo é:
- Fazer sorrir;
- Deixar chorar;
- Estar presente nos maus momentos;
- Partilhar os bons;
- Ouvir ;
- Ser ouvido;
- Gostar por gostar...

E com 9 anos resumi a amizade em poucas linhas como gente crescida. Nessa altura, bastava jogar ao berlinde, ou trocar de bonecas para se ser “Os melhores amigos”. Mas já nesse tempo era exigente: emprestava a minha melhor boneca na esperança que fizessem o mesmo comigo, e não interessava se era mais velha ou mais feia que a minha, desde que fosse a melhor...ainda hoje sou assim, entrego-me no melhor que sei e espero o mesmo , nem mais nem menos...E por essa razão fico triste quando tal não acontecesse, quando sou apenas eu a dar , fico triste mas não tenho pena, porque amizades fúteis e inconsistentes “Não, obrigada”
*.



Pontual, como sempre, vejo-te chegar da janela. Contrariamente ao que me é característico despacho-me antes da hora só para ter ver chegar, e atraso-me, atraso-me de propósito quando consigo conter a ansiedade, 5 minutos, o ideal seriam 10 mas no meu relógio biológico os 5 min são uma eternidade medida pelo o som do ponteiro a cada minuto que passa. Desço as escadas devagar, saboreio a cada passo o doce nervosismo que ainda hoje me arrepia a pele segundos, minutos, e as vezes horas antes de ir ter contigo. Abro a pesada porta do carro, sento-me ao teu lado e sim...o mundo pára. “Nunca damos dois beijos porque é um cliché parvo, mas tiras-me o ar” e a partir desse momento é Outono no teu carro e onde quer que estejamos, e as folhas estalam debaixo dos meus e teus, dos nossos pés, e a chuvinha cai sobre nós...
Detesto o regresso a casa, bem como a avenida que percorremos a 20 à hora mas o Ben Harper, o Jack Johnson e o teu ombro tornam tudo menos difícil, e até agradável de suportar. Deixas-me à porta de casa, para ti é bem mais cómodo, só tens de me ver partir , mas cabe-me a mim abrir e pior, fechar a pesada porta do carro, e não são as forças que me faltam...Subo as escadas, mais devagar ainda do que quando as desci e desta vez é a saudade imediata que saboreio e que me conduz à cama num flutuar reconfortante que me adormece calma e serena junto à tua, à minha, à nossa lembrança.
“Há uma energia ética nos funerais . Um desespero pelo bem que lança pó de estrelas no olhos e apaga os pequenos ressentimentos quotidianos. Amanhã voltaremos a invejar-nos uns aos outros. A maldizer o próximo pela calada. A trair grandes amigos em pequenos cafés de negócios . A ser bonzinhos só de vez em quando. Mas amanha não estarás cá tu para gritam que esse “de vez em quando” é que importa. Amanhã não estarás cá tu para limpar o pó à humanidade e persistir na cintilação das almas”

in Fazes-me Falta , Inês Pedrosa


Dou comigo a pensar neste excerto vezes sem conta e só consigo ver verdade nas palavras...Já tinham pensado nisto? Em como os funerais nos apagam do mundo e por momentos nos fazem pensar em como a vida deve ser preservada e saboreada da melhor maneira? Em alturas como esta pergunto-me porque insistimos em dar importância a mediocridades tais como preconceitos, sentimentos de superioridade , todo esse lote enorme de desculpas estúpidas para não vivermos em paz ...porque é que insistimos em não sermos felizes?

Só me consigo lembrar das palavras do grande Bob Marley “Let's get together and feel all right”