Je suis rouge!


Será que existe uma aura em cada um de nós?...o facto é que algumas pessoas pareçem irradiar uma estranha luz que vem de dentro e nos envolve sem razão aparente...


red aura

Experimentem







"O medo de errar é
muitas vezes o causador do próprio erro"
Paulo coelho

In Slow motion...

Desfaleci exausta na cama abandonada, larguei meu peso, espessura e forma sobre os lençóis envelhecidos, consumidos e depressa a noite se desdobrou na minha pele ainda com vestígios do dia que agora eu via dissipar lento e sereno nas paredes do meu quarto.
Contagiada pela sonolência tardia, movia apenas os olhos procurando algo que me alimenta-se o ócio que se instalava no corpo e lá estava no cinzeiro, um cigarro que ficou esquecido. Reacendi-o e por instantes limitei-me apenas a olhar aquela cinza que devagar se consumia sozinha...(“ás vezes somos como cigarros” pensei, “se nos acendem, ou somos consumidos ou consumimo-nos nós até já não haver “mais papel e químicos” por onde arder” ) . Num excesso de qualquer coisa, levei-o aos lábios sorvendo, em câmara lenta (como na TV) daquele fumo a cinzenta satisfação que lentamente se estendia do corpo a alma numa dormência que me congestionava os pensamentos e evocava memórias longínquas, dias remotos e sentimentos condenados à saudade eterna da melancolia...

Malditos "papel e quimicos"...

Amelie? Oui
Procura-se...
"Amlie Poulain, rapariga tímida...

cultiva um gosto particular por pequenos prazeres: enfiar a mão até ao fundo de um saco com grãos, partir a crosta do leite creme com as costas de uma pequena colher...

ou atirar pedras ao canal de Saint-Martin...”

Sabem onde ela está?

Vejam o filme, "ela vai mudar a vossa vida"

Fugacidade...

Olhava-me ao espelho, imobilizada diante da estranha figura absorvia cada lagrima derramada dos olhos que nostalgicamente contemplavam os dias passados à sombra fresca das arvores de jardim...Dias de verão, outono, inverno, primavera...vimos passar estações, contemplamos o mundo que só a nós pertencia e almejamos parar o tempo que sempre nos escapulia... Entre o doce cheiro das arvores e o perfume fresco que ambos exalávamos, fizemos do jardim a nossa sala e daquele velho banco a poltrona onde juntos desejamos envelhecer sem medos nem angustias, apenas com a tranquilidade que aquele amor partilhado nos oferecia e que nos largava um inocente sorriso nos lábios...
Ainda sinto o sabor do teu ameno sorriso e guardo-o no canto escondido dos meus lábios que em segredo anseiam ainda pelos teus...
We are creatures of the wind
Wild as the wind


There´s a hole inside...leave-me here

Hummm será ? naaaa

SSexy
OOutrageous
FFun
IIntelligent
AAmbivalent


Name / Username:



Adimensionnel I

Senicitas-Salvador Dali
Momentos há que me sinto desvanecer num quadro de Dali, onde os pesadelos se convertem em nódoas mais ou menos escuras manchando o painel onde pinto sem talento os meus desassossegos...Vou-me perdendo no vazio da tela imensa, repleta de minúsculos traços que me gastam a alma, corroem as entranhas e dissipam o corpo em míseros estilhaços que agora repousam a meus pés frios, e já sem força para caminhar pelos os dias que passam...
Desinspirada, tento compreender a fusão de cores que se amontoam em pequenos vestígios do arco Íris... mas falha-me a percepção, o aparente apodera-se dos meus sentidos imobilizando-os numa dimensão que não a minha...

À Cabeceira...

"Fragil, esta noite estou tão fragil"




Talvez pudesse o tempo parar
Quando tudo em nós de precipita
Quando a vida nos desgarra os sentidos
E não espera, ai quem dera

Houvesse um canto pra se ficar
Longe da guerra feroz que nos domina
Se o amor fosse um lugar a salvo
Sem medos, sem fragilidade

Tão bom pudesse o tempo parar
E voltar-se a preencher o vazio
É tão duro aprender que na vida
Nada se repete, nada se promete
E é tudo tão fugaz e tão breve

Tão bom pudesse o tempo parar
E encharcar-me de azul e de longe
Acalmar a raiva aflita da vertigem
Sentir o teu braço e poder ficar
É tudo tão fugaz e tão breve

Como os reflexos da lua no rio
Tudo aquilo que se agarra já fugiu
É tudo tão fugaz e tão breve.

Fragilidade-Mafalda veiga

Momento Kodak : Sherlock Holmes ?

"Teus pés me abrem o caminho..."

Caminhavas levemente pelos dias, com o passo apressado, muito mais do que o meu, e ainda que um passo teu fossem dois meus eu seguia a sombra do teus pés no plano infinito das ruas que atravessamos sem medo. Por vezes, agarravas-me a mão com a suave delicadeza que sem te aperceberes possuías e dizias-me “mais depressa” enquanto eu acompanhava o difícil ritmo do teu andar...
Era como quando dançávamos, tomavas-me em teus braços rodopiando, depois era quase impossível seguir-te, o sangue fervilha-me em todas as extremidades, alcoolizavas-me com o teu jeito docemente serio e sem reparares, meu corpo tomado de paixão, adquiria uma estranha aura dominadora que me abrangia os olhos direcionando-os para os teus numa perseguição louca que sempre acabava em suor, pele e saliva...
A Fada voltou...