Setubal...
Setúbal grita-me aos ouvidos que fique em casa, FICA NA CAMA, Andreia Sofia, FICA NA C-A-M-A! Eu até ficava, mas não posso. Setúbal húmida, fria e da chuva que só cai quando nos apanha a correr para um lado qualquer. Eu até gosto de ti, mas hoje não. Hoje estou zangada contigo, Setúbal feia do “túnel do quebedee”, do “pexe frrite” e dos comboios de hora a hora , que nada tens a ver com a minha Lisboa das 7 colinas, dos 7 miradouros e do meu Bairro Alto... Setúbal malvada, que não te perdoo o rigor deste Inverno enquanto não voltar a respirar pelo nariz.
<Demos as mãos, sentimos o frio entranhar-se pelos ossos e ficamos os 4 calados, em fila, pés penhasco dentro, penhasco fora a ver a Cidade do alto mais alto e escondido de Almada. Nunca ninguém lá vai, só nós...os outros preferem os miradouros, nós preferimos aquele recanto escuro onde a única luz que brilha é a que vem de Lisboa...a nossa Lisboa. Mas o silêncio dura pouco com a Margarida a interromper para dizer “ já repararam naquele Y de estradas ao fundo?” e o Tiaguinho logo de seguida “lembram-se daquela vez que a ponte estava metade iluminada, metade às escuras e nos pusemos a inventar razões?”...e ali ficamos não sei quanto tempo, de olhos postos , encadeados pelas luzes, pelas colinas, pelo rio...não sabem o que se passa, mas sentem-no, nos meus olhos as luzes parecem brilhar mais do que nos deles...e sem perguntar, abraçam-se a mim no silencio daquela noite fria, que deixou de o ser quando sobre mim caiu o peso do emaranhado de braços.

...e a minha lista de livros a adquirir na feira do livro não pára de aumentar.
A festa acabou.Saboreio com prazer todos os “regressos a casa” de noites memoráveis como esta. Bem diferente da “ida”, em que o rádio toca alto e a agitação é tanto maior quanto o entusiasmo, no regresso a casa o cansaço atira-nos para os cantos do carro e transforma o som do rádio, independentemente da música ou posto, num embriagado jazz fim de noite . Descalça, de sapatos no colo, serpenteio os pés na direcção dele...só eu e ele nos mantemos acordados: o co-piloto há muito que se deixou adormecer debruçado na janela do jipe, e os outros também. Vamos devagar, ao ritmo do tal jazz que toca baixinho e das luzes beira de estrada que iluminam o asfalto de Vilamoura a Albufeira, não temos pressa, a festa acabou e aconteça o que acontecer, já vivemos 5 horas de 2006...Mas assim que chegamos à casa que, por 4 dias, foi nossa “é a ternura que volta”, e mesmo perdidos de sono há ainda tempo para o chá das 5 ( da manhã), uma tareia no Mortal Combat, uma mistela de atum com ovo, maionese e tostas e ainda trafulhices nos que caíram nas camas antes de nós. Um fim de noite e de ano perfeito que só termina quando abro a porta do quarto e o vejo, deitado, já adormecido...Não percebo se chega a acordar quando me deito, porque conforme me afundo nos lençóis que preparou com cuidado, encaixa-se a mim, diz que me adora e dá-me um beijo que desta vez não confundo com um sonho mas que me embala e adormece até para o ano.... Andres Velazquez, sax
Rafael Pozo, guitarra eléctrica
Miguel Benardo, clarinete
Julio Camarena, guitarra
Jesus Ramirez, tuba
Ernesto Rodrigues, violino
7 Janeiro, 19h30 (3 €)
TREM AZUL JAZZ STORE (Rua do Alecrim 21A, Lisboa)
8 de Janeiro, 22h30 (3 €)
LISBOA BAR (Rua da Trindade 7, Lisboa)
...para começar bem o novo ano ",
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