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Quinta-feira, Outubro 28, 2004
Maudite Mélancolie...


O tempo é para mim cada vez mais abstracto e menos linear, tanto pela sua inconstância como pela subjectividade que evoca...
Por vezes, quando os pensamentos ultrapassam a capacidade de os controlar, quando se desviam da minha linha de reflexão, sinto-me paralisar no tempo passado, numa dimensão que não me pertence nem faz parte do que agora entendo como presente...Tento caminhar em frente, fazer do tempo essa evolução linear que nos faz envelhecer, guardar memórias e fotografias, restos da vida que se acumula nas costas a cada novo instante sem darmos conta...mas a minha tendência, é a terrível da melancolia...Pior que um vicio, um veneno que infecta o pensamento, adormece a razão e contagia a percepção do mundo que existe para além do imenso universo da alma...Situada no limiar entre a saudade e a amargura que persiste nos corações, é preciso saber doma-la : ceder de vez em quando, mas nunca render a espirito à falta de intrepidez que lhe advém...
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Terça-feira, Outubro 19, 2004
Je suis rouge!


Será que existe uma aura em cada um de nós?...o facto é que algumas pessoas pareçem irradiar uma estranha luz que vem de dentro e nos envolve sem razão aparente...


red aura

Experimentem


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Sábado, Outubro 16, 2004





"O medo de errar é
muitas vezes o causador do próprio erro"
Paulo coelho

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Segunda-feira, Outubro 11, 2004
In Slow motion...

Desfaleci exausta na cama abandonada, larguei meu peso, espessura e forma sobre os lençóis envelhecidos, consumidos e depressa a noite se desdobrou na minha pele ainda com vestígios do dia que agora eu via dissipar lento e sereno nas paredes do meu quarto.
Contagiada pela sonolência tardia, movia apenas os olhos procurando algo que me alimenta-se o ócio que se instalava no corpo e lá estava no cinzeiro, um cigarro que ficou esquecido. Reacendi-o e por instantes limitei-me apenas a olhar aquela cinza que devagar se consumia sozinha...(“ás vezes somos como cigarros” pensei, “se nos acendem, ou somos consumidos ou consumimo-nos nós até já não haver “mais papel e químicos” por onde arder” ) . Num excesso de qualquer coisa, levei-o aos lábios sorvendo, em câmara lenta (como na TV) daquele fumo a cinzenta satisfação que lentamente se estendia do corpo a alma numa dormência que me congestionava os pensamentos e evocava memórias longínquas, dias remotos e sentimentos condenados à saudade eterna da melancolia...

Malditos "papel e quimicos"...

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Cumplicidades

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