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Quarta-feira, Maio 26, 2004
Sonhos cor de Laranja...




Esta fotografia foi tirada na minha viagem de finalistas a Lloret de Mar...ah saudades daquelas noites agitadas. Este foi dos poucos momentos em que consegui adormeçer e que prazer que me deu...
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Domingo, Maio 23, 2004
...A minha vida é um Outono de folhas caídas...

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Quinta-feira, Maio 20, 2004
Take this Life, take it all in your hands...


Nas tuas mãos começa a noite
Escondida nos gestos
Cuidadosamente desfeitos...
Mãos doces que percorrem
minha pele inquieta,
Misturando-se numa dança
Enlouquecida como se
Em cada dedo a ternura e o desejo
Se completassem...

Nas tuas mãos termina o mar
Fundido nos traços ondulantes
Do destino que te cresce
Apaixonadamente nas nuas e
Desoladas palmas
Que sabem a minha boca,
a minha alma, ao amanhecer
do meu corpo em ti...


Nas tuas mãos o mundo pulsa devagar,
Cada fragmento de vida corre
lentamente, deliciosamente
no sal da tua pele onde
sucede a eternidade

Nas tuas mãos perdem-se as minhas,
Gastam-se a´ força de as apertarmos
Na leveza dos dias, no crepúsculo
Envelhecido do sol...

Nas nossas mãos claras de paixão
Brotam poemas, palavras imortalizadas
pela saudade sempre acesa
na delicadeza da chama que nos mantém...

A Cúmplice
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Terça-feira, Maio 18, 2004
Velha Infância

Deixada ao abandono, seguia triste, sozinha pela manha dolente...
Caminhava devagar com a sensação estranha de quem regressa deixando atras de si o rasto prateado do que foi e não volta a ser...
Debaixo dos pés, emergiam pequenos estalidos bem menores do que aqueles que na sua cabeça ecoavam distantes...eram os restos perdidos da estação passada que persistia : no chão, folhas caídas prontas a serem despedaças e pisadas ( e como ela adorava ouvir o som estridente da destruição ) e no horizonte vestígios insignificantes do lúgubre astro maior...
Nada a deixava mais nostálgica do que aquelas manhãs enfadonhas que lembravam outras passadas num tempo longínquo em que nada parecia estar em harmonia com nada...e ela, dispersa na sua fantasia habitual de criança perdida permanecia estática deixando-se invadir infantilmente pela névoa que lhe cobria os olhos entristecidos, inactivos nas orbitas. Seus olhos eram fortes (lembravam os dele), de uma concupiscência tal que, mesmo quando a tremura os atingia, brilhavam como luas novas suspensas no negro céu . Só ele calava o medo que eles encerravam sempre que o escuro chegava sem avisar...
Mas era o silencio de quando ele não estava que a rasgava em estilhaços tristes e a comia interiormente como se um vazio enorme se apodera-se daquele pequeno coração tão frágil...

um abraço Pai*
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Cumplicidades

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